Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 22 de agosto de 2016
A presidenta afastada Dilma Rousseff afirmou que Michel Temer e seus aliados se empenham para antecipar a votação do impeachment porque temem o surgimento de denúncias que os comprometam. “Por que eles tem tanto interesse em antecipar, em dias, o impeachment? Para mim, eles têm medo de uma delação que mostre claramente qual é o grau de comprometimento de quem meu julgamento beneficia: o governo interino, provisório e ilegítimo”, declarou a petista.
O Senado iniciará a etapa final do processo de impeachment na quinta-feira (25). A expectativa é de que o resultado saia entre os dias 30 e 31. A presidenta afastada voltou a afirmar que não sabia do esquema de corrupção na Petrobras e, questionada, disse não ter medo “nenhum” de uma eventual condenação. “Se tiver de ser alvo da Lava-Jato, com razões embasadas, eu serei. Agora, quero ver onde vão embasar razões para eu ser alvo da Lava-Jato. [Sobre temor de condenação nenhum, eu sei o que eu fiz”, justificou.
“Meu governo não esteve associado à corrupção, até porque eu não testou associada à corrupção. Nunca tive conta rejeitada, a não ser agora, porque eles querem fazer o processo de impeachment”, complementou, fazendo menção à reprovação de suas contas pelo TCU (Tribunal de Contas da União), fato embrionário do processo de impeachment.
Dilma considera ainda que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não cometeu crimes e não será preso. Classificou essa possibilidade como “uma temeridade” e “um equívoco”. “Acho uma temeridade prenderem o presidente Lula, principalmente porque tenho certeza de que ele é absolutamente inocente das coisas de que é acusado. Acho que ele não será preso, acho que eles não cometerão esse equívoco”, opinou. As declarações foram dadas em entrevista exibida na madrugada desta segunda-feira (22) pelo SBT. (Folhapress)
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