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Saúde Após infecção pelo coronavírus, mulheres ficam imunes por mais tempo

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Após seis meses da infecção, 38% das mulheres mantêm a proteção. (Foto: Reprodução)

Desde o início da pandemia de covid-19, a ocorrência de quadros graves da doença principalmente em homens tem chamado a atenção dos pesquisadores.

Ainda não há explicação confirmada sobre porque eles sofrem mais com a infecção, mas cientistas do Instituto Pasteur, do Instituto Nacional de Saúde e Pesquisa Médica e dos hospitais de Estrasburgo, na França, descobriram que as mulheres ficam, inclusive, imunizadas por mais tempo.

Publicado na revista científica Journal of Infectious Diseases, a estudo relata que o nível de anticorpos em mulheres diminui mais vagarosamente do que nos homens. Participaram do levantamento cerce de 400 cuidadores e funcionários administrativos dos hospitais de Estrasburgo que tiveram formas leves da covid-19 — a cada três meses, eles passaram por testes sorológicos para determinar a quantidade de anticorpos contra a doença.

Os cientistas descobriram que os homens criam uma quantidade maior de anticorpos quando infectados mas, depois de seis meses, apenas 8% deles continuam com os mesmos níveis de proteção. Entre as mulheres, em contrapartida, a porcentagem é de 38%.

As duas explicações levantadas pelos responsáveis são que os hormônios sexuais femininos estimulam a resposta imune, e os cromossomos X estão envolvidos na maneira como o corpo se defende de ataques. Como as mulheres possuem o cromossomo duplicado, lidariam melhor com a infecção.

O estudo continua sendo realizado para analisar os níveis de nove meses a um ano após a infecção.

Leite materno

Dois anticorpos específicos contra o novo coronavírus (IgA e o IgG) foram identificados no leite materno produzido por mulheres que receberam a vacina, de acordo com um estudo publicado na revista científica americana “The Journal of the American Medical Association (JAMA)”.

Os pesquisadores avaliam que o leite materno pode ser uma fonte de anticorpos contra a covid-19 para os recém-nascidos, embora essa conclusão dependa de novos estudos específicos. A pesquisa ainda não permite concluir que bebês que tomem do leite materno com anticorpos fiquem, de fato, protegidos contra a covid-19.

“Os anticorpos encontrados no leite materno dessas mulheres mostraram fortes efeitos neutralizantes, sugerindo um potencial efeito protetor contra infecção em bebês”, afirmam os cientistas no artigo sobre a pesquisa.
Para chegar aos resultados que confirmaram a presença dos anticorpos no leite, os pesquisadores acompanharam um grupo de 84 mulheres em Israel entre 23 de dezembro de 2020 e 15 de janeiro deste ano.

Todas as participantes receberam as duas doses do imunizantes fabricado pela Pfizer/BioNTech respeitando o intervalo de 21 dias entre as doses. As amostras de leite materno foram colhidas antes e depois da administração da vacina.

Após a aplicação do imunizante, os pesquisadores coletaram o leite materno semanalmente durante um período de seis semanas a partir do 14º dia após a primeira dose da vacina. Ao todo, foram colhidas 504 amostras de leite materno.

Dentre as amostras colhidas na primeira semana, 61,8% apresentaram anticorpos IgA contra a covid. Após a segunda dose da vacina, esse percentual sobe para 86,1%.

Já no caso do anticorpo IgG, os níveis das células de defesa contra a doença permaneceram baixos durante as três primeiras semanas e foram aumentando a partir da quarta semana, após a segunda dose do imunizante. Entre as semanas 5 e 6, 97% das amostras de leite materno testadas apresentaram o anticorpo.

Esse aumento acontece porque a segunda dose da vacina é responsável por estimular o corpo a produzir um número maior de anticorpos, enquanto que a primeira dose ensina o corpo a reagir à doença.

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