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Brasil Após o fim do horário de verão, assessor especial de Bolsonaro quer acabar também com a tomada de três pinos e as urnas eletrônicas

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Filipe Martins (D) recebeu a visita de Carlos Bolsonaro. (Foto: Reprodução/Twitter)

Discípulo de Olavo de Carvalho e um dos principais assessores especiais de Jair Bolsonaro (PSL), com atuação no Itamaraty, Filipe Martins tuitou no sábado (6) que decretado o fim do horário de verão, agora o momento é de colocar fim às tomadas de três pinos, das urnas eletrônicas “inauditáveis” e do acordo ortográfico.

Depois de nos livrarmos do horário de verão, temos que nos livrar da tomada de três pinos, das urnas eletrônicas inauditáveis e do acordo ortográfico”, tuitou, levando uma invertida do seguidor Mário Cardoso. “Se der tempo, podia arrumar uns 13 milhões de empregos também”.

Minutos antes, o assessor, considerado o braço do clã Bolsonaro no Ministério de Relações Exteriores, citou uma passagem bíblica. “Não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto, qualquer que quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus? – Tiago 4:4”.

Mentor de muitas das ideias – tiradas das aulas olavistas – que são levadas pelos filhos de Bolsonaro nas relações internacionais, Filipe recebeu na sexta-feira (5) a visita de Carlos Bolsonaro, que foi ter umas aulas com o chanceler olavista.

Os dias em Brasília são sempre muito cansativos, mas é muito bacana estar aprendendo e podendo trocar experiências com pessoas de todo Brasil. Hoje, pude passar um tempinho na sala do meu amigo @filgmartin e falar sobre assuntos de interesses nacionais”, tuitou.

Horário de verão

Segundo Bolsonaro, a decisão de acabar com o horário de verão foi baseada em um parecer do ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, que aponta pouca efetividade na economia energética.

“Ele [ministro] trouxe um parecer 100% favorável ao fim do horário de verão. No parecer dele, [o horário de verão] não causa economia [de energia] para nós e mexe no teu relógio biológico, então atrapalha a economia, em parte. E só temos o que ganhar, no meu entender, mantendo o horário como está”, disse Bolsonaro, logo após participar da inauguração do espaço de atendimento da Ouvidoria da Presidência da República, no Palácio do Planalto.

No ano passado, estudos da SEE (Secretaria de Energia Elétrica), do MME (Ministério de Minas e Energia), em parceria com o ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), apontaram que em termos de economia de energia, a medida não tem sido mesmo eficiente, já que os resultados alcançados foram próximos à “neutralidade”. O horário de verão foi criado em 1931 com o intuito de economizar energia, a partir do aproveitamento de luz solar no período mais quente do ano, e tem sido aplicado no País, sem interrupção, ao longo dos últimos últimos 35 anos.

Normalmente, o horário de verão ocorre entre outubro e fevereiro, quando os relógios devem ser adiantados em uma hora, e vigora nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal.

“Após estudos técnicos que apontam para a eliminação dos benefícios por conta de fatores como iluminação mais eficiente, evolução das posses, aumento do consumo de energia e mudança de hábitos da população, decidimos que não haverá Horário de Verão na temporada 2019/2020”, disse Bolsonaro no Twitter.

Minutos antes da publicação, o porta-voz Otávio do Rêgo Barros disse que o presidente havia levado em conta para tomar a decisão uma pesquisa do Ministério de Minas e Energia que indicou que 53% dos entrevistados são a favor de acabar com o horário de verão.

Segundo Rêgo Barros, ainda não há definição sobre se a medida será mantida nos próximos anos. “Para o ano posterior, faremos nova avaliação”, afirmou.

Segundo alguns especialistas, a queda dos índices de economia de energia acontece pela mudança de comportamento do brasileiro. As pessoas atualmente têm jornadas de trabalhos diferentes, saem de casa mais tarde e utilizam mais o ar-condicionado durante o dia, quando as temperaturas estão elevadas.

No verão 2016/2017, a economia decorrente da redução do uso de usinas foi de R$ 159,5 milhões. No mesmo período do ano anterior (2015/2016), foram economizados R$ 162 milhões.

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