Quinta-feira, 11 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 9 de janeiro de 2016
Dois dias depois de a Coreia do Norte fazer um teste nuclear, o governo dos Estados Unidos pressiona a China a mudar a relação com o regime de Kim Jong-un. Pequim é o aliado mais importante do país socialista.
Nessa sexta-feira, o secretário de Estado americano, John Kerry, afirmou que deixou claro ao chanceler chinês, Wang Yi, que a atual abordagem com Pyongyang não evitou que o país mantivesse seu programa nuclear. “A China tem uma abordagem própria, que nós concordamos e respeitamos, tanto é que demos espaço para que a implementassem. Hoje deixei bem claro que ela não está funcionando e que não podemos continuar como está”, declarou.
Por meio de comunicado, a Chancelaria chinesa não comentou diretamente as críticas de Kerry. “Wang Yi reiterou que a China tem se dedicado fortemente ao objetivo de desnuclearizar a península e manter a paz e a estabilidade na região.”
O teste nuclear, que o regime norte-coreano disse ter sido com uma bomba de hidrogênio, irritou tanto americanos como chineses. Diferentemente de vezes anteriores, os dois países não foram informados sobre o exercício por Pyongyang.
A China compra 90% das exportações norte-coreanas. Apesar da irritação do governo, o jornal Global Times, ligado ao Partido Comunista, disse ser injusto esperar que a China consiga mudar sozinha a atitude dos norte-coreanos. (Folhapress)
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