Quinta-feira, 01 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 29 de julho de 2025
A aprovação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está em 40%, segundo pesquisa da Reuters/Ipsos divulgada nesta terça-feira (29). Esse é o menor nível registrado em seu segundo mandato. O levantamento ouviu 1.023 adultos em todo o país, entre os dias 25 e 27 de julho. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.
Na comparação com a pesquisa anterior, feita nos dias 15 e 16 de julho, a aprovação oscilou um ponto percentual para baixo. A desaprovação passou de 54% para 56%.
A oscilação na avaliação de Trump ocorre em meio ao desgaste provocado pela polêmica envolvendo o caso Jeffrey Epstein. O governo tem sido pressionado a divulgar arquivos da investigação sobre o esquema de abuso sexual.
Apesar da queda geral, os números mostram uma leve melhora na avaliação do presidente em duas áreas centrais: 38% aprovam a atuação de Trump na economia (eram 35% na pesquisa anterior); e 43% aprovam as políticas de Trump sobre imigração (eram 41%).
Segundo a Reuters, os resultados refletem um país ainda profundamente dividido. Trump é aprovado por 83% dos eleitores que se identificam como republicanos. Entre os democratas, apenas 3% apoiam o presidente. Já entre os independentes, a taxa de aprovação é de cerca de um terço.
Ilha particular
Em outra frente, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na segunda-feira que “nunca” teve o “privilégio” de visitar a ilha particular de Jeffrey Epstein no Caribe, porque recusou um convite do magnata. Epstein era dono de duas ilhas nas Ilhas Virgens Americanas — “Little St. James” e “Great St. James”, onde recebia amigos famosos e supostamente traficava meninas menores de idade para fins sexuais.
Como parte do esforço de Trump para distrair, negar e desviar a atenção de seu relacionamento de longa data com Epstein, o presidente negou veementemente que tenha visitado suas ilhas particulares no Caribe. Em paralelo, o republicano acusou, sem fundamento, o ex-presidente dos EUA Bill Clinton de ter visitado as ilhas “várias vezes” — sua mais recente tentativa de desviar a atenção do caso.
“Eu nunca fui à ilha, e Bill Clinton supostamente foi lá várias vezes”, disse Trump durante uma viagem à Escócia no último final de semana. “Nunca tive o privilégio de ir à ilha dele e recusei o convite, mas muita gente em Palm Beach foi convidada para a ilha dele.”
Clinton, por sua vez, negou ter visitado as ilhas ou ter qualquer conhecimento do comportamento criminoso de Epstein, e afirmou que gostaria de nunca tê-lo conhecido. Quando perguntado sobre as acusações de Trump, um assessor de Clinton recorreu à negação original, acrescentando que já fazia 20 anos que o ex-presidente não mantinha contato com Epstein.
Em 2002, Clinton voou em um jato particular de Epstein como parte de uma visita à África, mas o ex-presidente não foi vinculado a nenhuma das acusações criminais. Entre 1993 e 1997, enquanto Trump e Epstein eram amigos, o nome de Trump apareceu sete vezes nos registros de voo de Epstein.
Na Escócia, Trump também contradisse uma explicação anterior dada pela Casa Branca para o eventual rompimento do relacionamento entre os dois. Assessores disseram que Trump proibiu Epstein de frequentar seu clube em Mar-a-Lago “por ser um esquisitão”. Segundo Trump, Epstein foi colocado na lista negra porque ele havia contratado alguns de seus funcionários.
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