Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 3 de março de 2018
A última semana antes das eleições gerais na Itália, que ocorrerão neste domingo, foi a mais fria do inverno — a neve fechou aeroportos e levou os termômetros a uma dezena de graus abaixo de zero nos últimos dias do mês de fevereiro. Nas ruas, foi raro sentir o calor das eleições gerais.
Este será o primeiro pleito a ocorrer sob as novas regras eleitorais italianas, aprovadas em 2015, que proíbem financiamento de campanhas com dinheiro público. Sem verba, os partidos substituíram cartazes e palanques pelas redes sociais. O resultado disso são eleitores apáticos em um país onde o voto não é obrigatório.
“A campanha foi tediosa e não atraiu a atenção do público. A classe política está desconectada das principais demandas dos eleitores [economia e imigração] e muitos se questionam se votar vale ou não a pena”, disse à revista Veja o analista italiano Wolfango Piccoli, diretor de pesquisa da consultoria Teneo Intelligence, com sede em Londres.
O impacto das campanhas sobre os eleitores será efetivamente conhecido menos de 48 horas após os italianos irem às urnas. Munidos de título eleitoral, identidade e lápis, os cidadãos deverão marcar um e “x” no partido de sua preferência em cédulas grandes e coloridas. Apesar de rudimentar, o sistema é o preferido por italianos de todas as faixas etárias. Seja por receio de fraudes com urnas eletrônicas ou apenas por apego ao passado, é assim que 46,6 milhões de italianos elegerão 630 deputados e 42,8 milhões, os 315 senadores — a diferença nos números deve-se ao fato de que jovens entre 18 e 24 anos só podem escolher membros da Câmara.
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