Quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 22 de setembro de 2026
A arrecadação do governo federal com impostos, contribuições e demais receitas somou R$ 235,6 bilhões em agosto deste ano, informou nessa terça-feira (22) a Receita Federal. O resultado representa um aumento real de 8,25% na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando a arrecadação somou R$ 217,6 bilhões (valor corrigido pela inflação).
O valor também é o maior já registrado para meses de agosto desde o início da série histórica da Receita Federal em 1995 — ou seja, em 32 anos.
O recorde na arrecadação está relacionado com o crescimento da economia brasileira e com os aumentos de impostos anunciados nos últimos anos pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e, também, com a alta no preço do petróleo.
Relembre alguns aumentos de impostos:
– alta na tributação de fundos exclusivos (alta renda) e das “offshores” (exterior);
– mudanças na tributação de incentivos (subvenções) concedidos por estados;
– aumento de impostos sobre combustíveis feitos em 2023 e mantido desde então;
– reoneração gradual da folha de pagamentos;
– fim de benefícios para o setor de eventos (Perse);
– início da taxação das bets;
– aumento do IOF sobre crédito e câmbio;
– alta na tributação dos juros sobre capital próprio.
Com um preço mais alto, resultado da guerra entre Estados Unidos e Irã, também subiram as receitas do governo com o produto, como “royalties” e participação na extração. Além disso, o Executivo estabeleceu uma taxação extra sobre exportações.
Nos oito primeiros meses deste ano, ainda segundo dados oficiais, a arrecadação federal somou R$ 2,11 trilhões — sem a correção pela inflação.
Em valores corrigidos pela variação dos preços, a arrecadação totalizou R$ 2,13 trilhões de janeiro a agosto, o que representa um crescimento real (acima da inflação) de 7,12% em relação ao mesmo período do ano passado, quando somou R$ 1,98 trilhão.
O montante também é o recorde para a arrecadação federal no período.
Faixa de isenção
O chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malaquias, informou que o governo revisará novamente, para baixo, a estimativa de arrecadação com a taxação dos contribuintes com renda mensal superior a R$ 600 mil por ano (incluindo lucros e dividendos).
Essa medida foi anunciada para compensar as perdas com a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda, a partir de 2026, para R$ 5 mil e a redução de tributo para quem ganha até R$ 7,3 mil por mês.
Inicialmente, a equipe econômica projetava um ingresso de R$ 29 bilhões neste ano com a taxação dos contribuintes que ganham acima de R$ 600 mil, valor que recuou para R$ 17 bilhões em meados de 2026. Nesta terça-feira, Malaquias informou que o valor está sendo reduzido para R$ 10,5 bilhões.
De acordo com o técnico da Receita Federal, o governo terá de encontrar outra fonte de recursos para bancar a ampliação da faixa de isenção do IR neste ano – algo que será detalhado no relatório de orçamento que será divulgado na próxima quinta-feira (24). As informações são do portal de notícias G1.
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