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Agro Arrozeiros e governo federal alinham estratégias para abastecer o mercado nacional

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Dentre as medidas acertadas está o monitoramento dos preços do produto. (Foto: Geraldo Bubniak/AEN)

Durante reunião nesta semana em Brasília (DF), representantes do setor arrozeiro e do governo federal chegaram a um consenso sobre o abastecimento do cereal no mercado brasileiro. Após a possibilidade de importação, a nova estratégia tem como foco valorizar o grão nacional e garantir que o consumidor brasileiro tenha acesso ao produto.

Conforme o presidente da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), Alexandre Velho, as medidas alinhas incluem o monitoramento de preços. “Também vamos orientar os produtores no sentido de abastecer a indústria e, assim, tranquilizar os consumidores sobre a normalidade do mercado”, destaca.

Ele avalia que a abertura de diálogo entre o setor e a administração federal oportunizou o esclarecimento de aspectos desse segmento: “Também mencionamos os grandes riscos de se continuar insistindo na ideia de uma grande importação de arroz ou continuidade dos leilões, pois isso poderia trazer insegurança e ameaça ao tamanho da área plantada para a próxima safra”.

Participaram das tratativas os ministros Carlos Fávaro (Agricultura e Pecuária) e Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário). Também compareceu o presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Edegar Pretto.

Dados do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) apontam uma safra gaúcha de 7,16 milhões de toneladas do cereal. Já a produção nacional, conforme levantamento da Conab, é estimada em quase 10,4 milhões de toneladas. A direção da Federarroz considera que essa produção, com o volume já importado pelas empresas privadas, garante a segurança alimentar dos consumidores no País.

Plano Safra

Também nesta semana em Brasília, o governo federal anunciou o Plano Safra de 2024-2025, com linhas de crédito, incentivos e políticas agrícolas para médios e grandes produtores. Os valores totalizam R$ 400,59 bilhões em financiamentos, incluindo R$ 293,29 bilhões para custeio e comercialização e R$ 107,3 bilhões para investimentos.

A avaliação da Federarroz, porém, é de que alguns pontos poderiam avançar para a categoria. Presente no evento de anúncio do plano pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Alexandre Velho lamentou que a maioria dos recursos ficaram nos juros livres: “O volume de recursos é com juros livres. É a maior parte do valor. Isso preocupa porque isso pode impactar nos custos de produção”.

No que se refere à subvenção do seguro agrícola, o dirigente considera que o valor ficou abaixo das necessidades do setor: “Precisaríamos de um valor maior”.

(Marcello Campos)

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