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Mundo As campanhas de Donald Trump e Joe Biden pedem doações para batalha judicial e recontagem de votos

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Presidente fala em 'defender a integridade da eleição' e democrata quer garantir que cada voto seja considerado. (Foto: Reprodução)

A disputa voto a voto pelo número de delegados do Colégio Eleitoral, que se arrasta há dias, e a possibilidade de uma verdadeira batalha judicial levaram as campanhas de Donald Trump e Joe Biden a pedirem doações para seus apoiadores. Desde a noite de terça-feira (3), a campanha de Trump já enviou mais de dez e-mails, e lançou, nesta quinta, o Fundo Oficial de Defesa Eleitoral. A campanha do democrata, por sua vez, decidiu se antecipar à possível disputa pela recontagem de votos e anunciou que foi criado um fundo para que seus eleitores o ajudem a brigar judicialmente contra o republicano.

“Devemos defender a integridade da eleição, e é por isso que o presidente Trump está convocando seus apoiadores mais leais para garantir que tenhamos recursos para continuar. Precisamos que você intensifique e contribua para o Fundo Oficial de Defesa Eleitoral”, diz um dos e-mails enviados nesta quinta-feira (5).

As doações variam de US$ 5 a US$ 2.800.

Um dia antes, Biden havia anunciado “o maior esforço em proteção eleitoral já realizado”, para garantir que cada voto seja contado. O democrata, que lidera a apuração, também lançou o site oficial de sua equipe de transição. No caso do democrata, os valores para o Fundo de Luta do Biden podem variar entre US$ 15 e US$ 1 mil.

“Porque Donald Trump não pode decidir qual será o rumo da eleição — o povo americano é quem decide”, escreveu Biden no Twitter, ao anunciar o fundo.

Trump disse que irá contestar judicialmente a vitória de Biden em todos os estados em que a disputa está mais acirrada, fundamentais para determinar o resultado da eleição. Mais cedo, o presidente havia defendido que a contagem dos votos fosse interrompida, minutos após Biden afirmar que todos os “todos os votos contam”.

A demora na contagem dos votos por correios explica não só lentidão da apuração em muitos estados-chave, mas também a virada de Biden após algumas horas de liderança republicana. Como os votos presenciais, majoritariamente republicanos, eram apurados primeiro, Trump aparecia na frente com margem significativa.

Conforme as cédulas postais foram entrando do sistema, no entanto, os democratas foram se aproximando e virando o cenário. Há semanas, especialistas já apontavam que esta “miragem vermelha” poderia acontecer e que era necessário cautela para analisar os resultados.

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