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Mundo As estrelas fazem barulho? Cientista revela como é o som do Sol

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Quanto maior a estrela, menor será a intensidade de seu barulho. (Foto: Reprodução)

O professor Bill Chaplin, professor de Astrofísica na Universidade de Birmingham, na Inglaterra, explica que esses corpos celestes têm um barulho natural. “Isso acontece na camada externa deles, e esse som fica preso, o que faz com que ele ressoe – como um instrumento musical”, diz.

Surpreendentemente, porém, quanto maior a estrela, menor será a intensidade desse barulho. “Se temos uma estrela maior do que o Sol, ela vai inspirar e expirar mais lentamente. Assim, a intensidade de sua ressonância natural – e suas oscilações – é mais baixa”, afirma Chaplin.

“Tomemos como exemplo uma estrela que a missão Kepler, da Nasa, observou, que é duas vezes maior que o Sol”, acrescenta. “Ao medirmos as frequências, obtemos informações sobre o tamanho da estrela, mas, principalmente, sobre a idade dela.” A missão Kepler, da agência espacial americana, é coordenada por Chaplin e se dedica a pesquisar estrelas de tipo solar.

Vida extraterrestre

A Nasa lançou da base de Cabo Canaveral, na Flórida, o satélite TESS, que analisará nos próximos dois anos cerca de 20 mil exoplanetas, uma das missões mais ambiciosas da agência espacial americana. A missão estava prevista inicialmente para segunda-feira (16), mas sofreu um atraso de dois dias.

Desenvolvido em parceria com o MIT (Instituto Tecnológico de Massachusetts), o satélite observará 85% do céu para encontrar planetas que estão fora do sistema solar. Mais adiante, o objetivo é tentar determinar se há condições para existência de vida.

“Esperamos que o Tess nos ajude a responder se o nosso sistema solar é comum ou é único. Há planetas e galáxias muito raras e estranhas; mundos aquáticos, cobertos de lava”, afirmou entrevista à Agência Efe a pesquisadora Natalia Guerrero, que faz parte da equipe que desenvolveu o satélite no MIT.

O Tess buscará exoplanetas orbitando estrelas situadas a menos de 300 anos luz da Terra e se baseará em dados já compilados pelo telescópio espacial Kepler, que ficou em órbita por nove anos e confirmou a existência de mais de 2.600 planetas desse tipo. Para exemplificar a magnitude da missão lançada hoje, Guerrero disse que o Tess vai estudar uma área 350 vezes maior do que a analisada pelo Kepler até 2013.

Assim que entrar em órbita, o Tess será submetido a testes e ajustes durante 60 dias antes de iniciar a missão de dois anos. As quatro câmeras de 16,8 megapixels do Tess registrarão imagens de alta resolução que serão analisadas na Terra por especialistas na busca de exoplanetas e outros objetos astrofísicos de interesse.

As câmeras registrarão fotografias do mesmo setor por 27 dias consecutivos, passarão por ajustes e continuarão o trabalho em outro setor de estudo, assim sucessivamente. Durante o período, o Tess acompanhará o brilho de cada estrela visível a cada 30 minutos.

Cerca de 15 mil estrelas em cada setor, selecionadas antes do lançamento como candidatas principais para serem os sistemas onde estão os exoplanetas, serão monitoradas a cada dois minutos. “Graças às imagens e aos dados obtidos pelo Tess poderemos calcular se o planeta analisado em questão se encontra na região habitável da estrela que orbita, ou seja, se pode ter água em sua superfície e registrar uma temperatura ótima para a vida”, explicou Guerrero.

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