Terça-feira, 26 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 8 de setembro de 2015
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
Flavio Pereira
Acossado pelo início da investigação de dois ministros da intimidade do gabinete presidencial – Aloizio Mercadante, da Casa Civil, e Edinho Silva, da Comunicação –, o governo federal tem até sexta-feira para administrar mais esta dificuldade, e ainda atender ao novo prazo para justificar as falhas apontadas no relatório do Tribunal de Contas da União, subscrito pelo ministro Augusto Nardes. No entendimento de Nardes, nos últimos anos houve avanço no registro das contas do governo, mas ocorreram distorções. Se elas forem corrigidas, segundo ele, o patrimônio da união pode ficar negativo.
“É necessário que o governo mude e avance nessas questões”, disse o ministro. Alguns pontos apontados por Nardes são preocupantes, até mesmo para quem é leigo na questão da análise de contas: “Estatais têm executado despesas sem autorização orçamentária e o [programa] MCMV [Minha Casa, Minha Vida] tem ocorrido também sem a adequada autorização orçamentária. O FGTS paga as obras do MCMV para depois receber do governo; isso configura operação de crédito”, disse. “Cerca de R$ 6 bilhões foram usados do FGTS sem data para voltar para os trabalhadores”, afirmou. Nardes explicou que elas – as pedaladas – funcionam como uma espécie de cheque especial do governo, mas que não poderia ser usado por que existem impedimentos legais. “A má utilização dos bancos públicos, tão comuns no passado, não pode se repetir”, disse. “Isso [as pedaladas] causa falta de confiança no País”, observou. Ele pediu responsabilidade dos gestores, independentemente do nível deles na hierarquia do País. “O relatório concluiu que as contas apresentadas pela presidente não estão em condições de serem apreciadas. Não foram observados princípios constitucionais e legais”, afirmou.
Temer e o PMDB querem assumir o protagonismo
O vice-presidente Michel Temer produz nesta terça-feira mais um movimento político extremamente forte. Vai reunir, em Brasília, para um jantar, os sete governadores peemedebistas, os presidentes do Senado, Renan Calheiros, e da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, e os seis ministros do partido, no Palácio do Jaburu, residência de Temer em Brasília. Na pauta, uma proposta para a crise política e econômica, endossada pelo partido.
Além do problema salarial
Os aliados do governo Sartori já estão perdendo a paciência com a falta de uma estratégia na área da segurança pública, problema que vai além do atraso no pagamento dos salários. A tática “não tem solução, solucionado está”, não está agradando, principalmente ao PP. No PMDB, o inconformismo das bancadas federal e estadual, diante da manutenção das mesmas chefias da área da segurança nomeadas pelo ex-governador Tarso Genro, já é público, nas palavras de alguns deputados.
Zelotes em Santo Ângelo
Causou certa surpresa nos meios jurídicos – e políticos – a extensão de um dos braços da Operação Zelotes – que investiga supostos casos de suborno no Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) da Secretaria da Receita Federal – até um escritório em Santo Ângelo. Se o saudoso general Golbery do Couto e Silva vivo ainda fosse, explicaria com facilidade este fato, sob a ótica da geopolítica…
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
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