Sexta-feira, 12 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 10 de março de 2016
A equipe médica responsável por observar Anders Behring excluiu que o assassino de extrema-direita sofra de qualquer deficiência relacionada a seu confinamento solitário, a poucos dias de um processo sobre o assunto.
Submetido a um regime de segurança máxima que limita drasticamente seus contatos, Behring, que matou 77 pessoas em 22 de julho de 2011, processou o governo norueguês, acusando-o de tratamento “desumano” e “degradante” em violação a Convenção Europeia dos Direitos Humanos.
Ele sofre de “sequelas evidentes” devido ao seu isolamento, afirma seu advogado, Øystein Storrvik, no processo que será julgado de 15 a 18 de março na prisão de Skien. O advogado disse que percebe no fato de Behring não se sentir mais capaz de estudar “um sinal de que o isolamento é prejudicial à saúde psicológica”.
Um relatório da Defensoria Pública dos Direitos forneceu em novembro munição para seus argumentos, ao considerar que esse regime prisional “inclui um maior risco de tratamento desumano”.
Os comentários estão desativados.