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Brasil Assessora de Flávio Bolsonaro repassou verbas públicas ao marido

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(Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

A jornalista Elisangela Machado dos Santos de Freitas, administradora do perfil República de Curitiba no Facebook (uma página pró-Bolsonaro), repassou 59% da verba pública que recebeu para fazer campanha a deputada federal a seu marido. Depois da derrota nas urnas, a candidata foi contratada para trabalhar no gabinete do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL/RJ).

De acordo com reportagem publicada no jornal Folha de S.Paulo, “segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Elisa, que se apresentava nas redes como ‘a federal do Bolsonaro no DF’, recebeu R$ 25 mil do fundo criado para financiar campanhas políticas e sua maior despesa, R$ 14,9 mil (59% do total), foi com o próprio marido, o engenheiro Ronaldo Robson de Freitas. A candidata obteve 11.638 votos (0,81% dos votos válidos)”.

No Facebook, Elisa disse que o marido gerenciou todo o trabalho que foi feito de comunicação nas redes sociais. “Ele administrou as informações, os posts patrocinados, a produção de pequenos vídeos e os poucos recursos financeiros que precisaram ser gerenciados (com gasto total de R$ 30 mil. Inclusive, nossa família de 5 pessoas está sem carro até hoje porque decidimos dar prioridade financeira para a minha campanha na época)”, publicou. Ronaldo é engenheiro mecânico com mestrado em Ética e Gestão, segundo seu perfil na página da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), onde trabalha desde 2007. Atualmente, ele trabalha como analista na área de Patrimônio e Suprimentos da Secretaria-Geral.

A Procuradoria Regional Eleitoral no Distrito Federal desaprovou as contas de Elisa e pediu para que fosse determinada pela Justiça a devolução aos cofres públicos de R$ 1.520, que ela havia doado ao candidato a deputado estadual Edmilson Serafim Bezerra (PSL/GO). A então candidata argumentou que a transação se reverteu em favor de sua própria campanha. O Ministério Público considerou a declaração “genérica” e “abstrata” e afirmou que o candidato de Goiás concorria “a cargo eletivo diverso, por outro partido político, em unidade federativa distinta”, o que faz crer que “a prestadora de contas [Elisa Robson] não obteve qualquer proveito político-eleitoral com a transferência questionada”.

A Procuradoria diz ainda que “houve grave infringência” às regras de distribuição dos valores do fundo eleitoral e que ignorar isso seria justificar “eventuais procedimentos fraudulentos na aplicação de recursos públicos como são os oriundos do FEFC [Fundo Especial de Financiamento de Campanha, o fundo eleitoral], solapando-se, ainda, o elevado sentido da instituição da cota feminina no ambiente político-eleitoral brasileiro”.

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