Quarta-feira, 24 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 13 de março de 2021
O laboratório AstraZeneca anunciou neste sábado (13) novos atrasos na entrega de doses de sua vacina contra a Covid-19 na UE (União Europeia), segundo a agência de notícias France Presse. A empresa alegou problemas de produção e restrições de exportação.
O grupo decidiu recorrer aos seus centros de produção fora da UE para o abastecimento do bloco, mas “infelizmente, as restrições de exportação reduzirão as entregas no primeiro trimestre” e “provavelmente” no segundo, disse um porta-voz da AstraZeneca.
As vacinas do laboratório começaram a ser distribuídas na UE em fevereiro. O objetivo era entregar 100 milhões de doses no primeiro semestre de 2021 (30 milhões no primeiro trimestre, 70 milhões no segundo).
A Comissão Europeia, que negociou os contratos em nome de seus 27 Estados-membros, foi criticada pela lentidão das entregas à Europa e pelos atrasos do grupo AstraZeneca. Agora, o bloco espera que a distribuição se acelere no segundo trimestre.
O plano da Comissão Europeia é vacinar 70% dos europeus antes do fim do verão boreal, em agosto, embora os anúncios de atrasos na entrega das doses possam jogar um balde de água fria sobre essa perspectiva.
Registro definitivo no Brasil
No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu, na sexta-feira (12), o registro definitivo à vacina da AstraZeneca/Oxford, com etapa de fabricação no Brasil. “Para a vacina foram concedidos dois registros diferentes: um em nome da AstraZeneca, outro da Fiocruz. As duas empresas podem, assim, adotar estratégias diferentes de distribuição e comercialização do produto”, informou a agência.
Mais conhecido como vacina de Oxford, o imunizante foi registrado na Anvisa com os nomes de “Vacina Covid19 Recombinante Fiocruz” e “Vacina Covid19 Recombinante, no caso da Astrazeneca”.
O pedido de registro da vacina da Fiocruz/AstraZeneca foi feito no dia 29/01. Com a aprovação, a “população recebe um atestado de que o produto passou por exigências comparáveis às das mais conceituadas agências reguladoras do mundo”, disse a agência. Este é o segundo registro aprovado pela Anvisa. No dia 23/02 a agência aprovou a vacina da Pfizer-BioNTech.
A previsão da Fiocruz é entregar 3,8 milhões de doses ao Ministério da Saúde até o fim de março. As informações são do portal de notícias G1 e da Anvisa.
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