O Irã sofreu um grande revés no mês passado após uma breve guerra com Israel e participação fulminantes dos Estados Unidos, com bombardeios em suas instalações nucleares. As informações são das agências de notícias AP e Reuters.
Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 26 de julho de 2025
Fontes atribuíram o ataque a um grupo militante que busca a independência para as províncias de uma região instável do país.
Foto: ReproduçãoUm ataque a um tribunal no sudoeste do Irã deixou ao menos nove pessoas mortas e outras 20 feridas após um grupo de homens armados invadirem o local na manhã desse sábado (26), informou a TV estatal iraniana. Autoridades locais já classificam o episódio como um ato terrorista.
Os homens estavam com armas e granadas. A reportagem da TV disse que as forças de segurança mataram três dos agressores no confronto armado na instável província de Sistão-Baluchistão, no sul do país. A identidade das vítimas não foi divulgada. Segundo a autoridade iraniana, uma mãe e uma criança de um ano de idade estão entre os mortos no prédio em Zahedan, capital de Sistão-Baluchistão.
A TV estatal informou que o ataque ocorreu na capital da província, Zahedan. A polícia e as forças de segurança rapidamente assumiram o controle do local, a 1.130 quilômetros a sudeste da capital, Teerã.
Uma reportagem da agência de notícias semioficial Tasnim, considerada próxima às forças de segurança, atribuiu o ataque ao grupo militante Jaish al-Adl, que busca a independência para as províncias iranianas do Sistão oriental e as províncias baluches do sudoeste do Paquistão.
O grupo de direitos humanos balúchis HAALVSH, citando testemunhas, afirmou que vários funcionários do judiciário e agentes de segurança foram mortos ou feridos quando os agressores invadiram o gabinete dos juízes.
A província tem sido palco de confrontos mortais ocasionais envolvendo grupos militantes, traficantes de drogas armados e forças de segurança iranianas. Em outubro, um ataque a um comboio policial iraniano na província matou pelo menos 10 policiais.
Próxima às fronteiras com o Paquistão e o Afeganistão, a província de Sistão-Baluchistão abriga a minoria muçulmana sunita balúchi do Irã, que há muito tempo reclama de marginalização econômica e exclusão política.
A província frequentemente tem confrontos envolvendo forças de segurança e grupos armados, incluindo militantes sunitas e separatistas que afirmam lutar por mais direitos e autonomia.
O governo iraniano acusa alguns deles de laços com potências estrangeiras e envolvimento em contrabando e insurgência na fronteira.
O Irã sofreu um grande revés no mês passado após uma breve guerra com Israel e participação fulminantes dos Estados Unidos, com bombardeios em suas instalações nucleares. As informações são das agências de notícias AP e Reuters.
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