Sexta-feira, 18 de Setembro de 2020

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Economia Atividade da indústria gaúcha registra queda de 10,8% no primeiro semestre deste ano

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Os dados foram divulgados pela Fiergs

Foto: Divulgação
Os dados foram divulgados pela Fiergs. (Foto: Divulgação)

Mesmo com a elevação de 4,2% de maio para junho, a segunda consecutiva após os 10,2% registrados entre abril e maio, o IDI-RS (Índice de Desempenho Industrial do RS) permanece em um nível baixo, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (03) pela Fiergs (Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul).

Para voltar ao patamar de fevereiro, haveria a necessidade de uma expansão de 13,7%. O resultado do sexto mês do ano apenas evitou um tombo maior na atividade no primeiro semestre de 2020, cuja queda acumulada chegou a 10,8% na comparação a igual período de 2019. “Ainda estamos distantes de reverter as perdas recordes dos meses de março e abril. Eram esperadas medidas que flexibilizassem o isolamento social e econômico e acelerassem a retomada nas atividades, mas elas foram tímidas”, declarou o presidente da Fiergs, Gilberto Porcello Petry.

Com exceção da utilização da capacidade instalada, que ficou estável em 74,4%, os componentes do IDI-RS exibiram o mesmo comportamento de crescimento em junho, mas nenhum voltou ao nível anterior à pandemia de coronavírus.

O IDI-RS no mês foi puxado pelo faturamento real (13,6%) e pelas compras industriais (9,8%).  As horas trabalhadas na produção (5,9%), a massa salarial (1%) e o emprego (0,3%) também avançaram na passagem mensal, com ajuste sazonal. O emprego voltou a crescer após três meses de queda.

“A crise econômica é sem precedentes e seus reflexos mantêm a atividade industrial gaúcha baixa. A demanda interna, com consumo e investimentos, e as exportações industriais, ainda que tenham mostrado alguma melhora, também continuam bem abaixo dos patamares de antes da crise”, observou o presidente da Fiergs.

No primeiro semestre de 2020, todos os componentes do IDI-RS registraram quedas expressivas frente a igual período do ano passado: compras industriais (-19,1%), faturamento real (-12,9%), horas trabalhadas na produção (­-11,8%), UCI (-6,3 pontos percentuais), massa salarial (-8,6%) e emprego (-2,7%).

Além disso, os seis primeiros meses de 2020 terminaram com recuos intensos e generalizados em 14 dos 17 setores pesquisados. As principais influências negativas vieram de Veículos Automotores, com baixa de 20,8%, e Máquinas e Equipamentos e Couros e Calçados, com 12,3% e 20,9%, respectivamente. Em sentido oposto, mais uma vez o destaque positivo esteve com o setor de Alimentos, cujo aumento chegou a 3,5%.

Com o cenário atual, a expectativa é de recuperação para o segundo semestre, de acordo com Petry, acompanhando a reabertura gradual das atividades e o aumento da confiança empresarial. Mas o ritmo será lento, destaca, influenciado pelo desemprego elevado e, especialmente, pela incerteza quanto à evolução da pandemia no Brasil e no mundo.

Em relação ao mesmo mês do ano anterior, o IDI-RS caiu 10,4% em junho – a nona queda consecutiva nessa métrica. Dois dias úteis a mais em junho de 2020 evitaram um resultado pior para o índice, conforme a Fiergs.

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