Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 2 de dezembro de 2015
Logo depois de o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), anunciar que aceitava o pedido de impeachment dos juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale Júnior e voltar para seu gabinete, os deputados petistas Paulo Pimenta (RS) e Wadih Damous (RJ) usaram o mesmo púlpito para classificar a atitude de “revanchismo” e anunciar que a sigla reagirá no Congresso e também via Supremo Tribunal Federal contra o que consideram “abuso de poder”. Para Pimenta, a conduta coloca às claras para a população a “chantagem” que está sendo feita por ele não só em relação ao impeachment, mas também em votações na Casa.“Tenho absoluta convicção que é uma atitude de revanchismo diante da decisão do PT de votar pela admissibilidade do processo contra ele no Conselho de Ética. Esse é o ponto culminante de um processo que não é só de chantagem com o governo, mas com o País. Vinham sendo feitas exigências absurdas em relação ao PLN 5 [que muda a meta fiscal de 2015]”, disse.
“Não aceitaremos, é golpe. Cunha não tem legitimidade para um ato desse, que encaramos como afronta à Constituição Federal. O presidente usa a estrutura da Câmara e da pauta legislativa como instrumento de pressão em em benefício próprio”, acrescentou Pimenta. Segundo o líder do PT na Câmara, Sibá Machado (AC), o partido está preparado para a “guerra no debate sobre o impeachment”. Apesar de a decisão ser de um peemedebista, Sibá culpou o PSDB pelo impeachment ter entrado na agenda.
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