Sábado, 03 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 29 de agosto de 2018
Estimular a segurança no campo e evitar a prática de crimes e vandalismo nas propriedades rurais é o mote do Fórum Crimes no Campo, realizado pela Rede Pampa de Comunicação em parceria com a SOVERGS (Sociedade Veterinária do Rio Grande do Sul), Secretarias da Segurança Pública e da Agricultura, Pecuária e Irrigação e Sistema Farsul. O encontro aconteceu às 15h, na casa da Rede Pampa, dentro do Parque de Exposições Assis Brasil, na Expointer.
O secretário da Segurança do Estado, Cezar Augusto Schirmer foi quem abriu o evento, e em sua explanação, abordou a relevância do assunto abigeato, que vem causando insegurança para muitos produtores rurais. Ele defende a posse de arma para o trabalhador do campo, justificando a extensão das distâncias entre uma propriedade e outra. “O que gera maior facilidade de acesso para os criminosos e maior demora na execução do trabalho da polícia”, explica Schirmer.
Entre os projetos da Secretaria destacados, também está a Delegacia On-line, que permite que o produtor faça a denúncia e o registro de atividades criminosas, auxiliando assim no aceleramento das investigações. “Todos queremos segurança, mas pouco colaboramos para que o trabalho seja efetuado”, afirma Schirmer, ressaltando a importância do registro dos crimes. “Com isso, podemos dar uma atenção maior para as regiões que apresentarem as ocorrências mais frequentes e com maior gravidade”, acrescenta o secretário da Segurança.
O abigeato só é praticado porque tem que compra a carne abatida, de acordo com Schirmer. “Se as pessoas verificarem a origem da carne e perceberem que o valor é muito abaixo do preço de mercado, a compra não deve ser efetuada”, pontua. Conforme o secretário, em cidades do interior do RS, já houveram casos de negarem investigação, por conhecerem os donos dos açougues que vendiam a carne ilícita.
A Secretaria de Segurança do RS está integrando a tecnologia com o campo para detectar a prática de abigeato e outros crimes nas propriedades através de videomonitoramento de rodovias, com a parceria da Polícia Rodoviária Estadual e Federal, municípios, Daer, Dnit e EGR. “Essa união prova que o serviço de segurança não se restringe apenas à secretária de Segurança, mas a todas as pessoas”, destaca Schirmer.
Duas delegacias de Repressão aos Crimes Rurais e Abigeato já estão em funcionamento desde o ano passado para auxiliar na segurança das cidades de Bagé e Santiago. Desde a abertura, já foram feitas 15 prisões, equipamentos apreendidos, mandados de buscas efetuados, representando 13% do aumento do serviço à favor da segurança no campo.
Quem compra a carne vendida de forma ilícita está contribuindo com o abigeato, que prejudica não só o produtor, mas também a população que pode sofrer com problemas de saúde por falta de inspeção, reforça o secretário da Agricultura, Pecuária e Irrigação, Odacir Klein. “A nossa secretaria pode contribuir firmemente com o trabalho da segurança contra esses crimes através de dados e informações ligadas às propriedades”, explica o secretário.
Após os pronunciamentos dos secretários, médicos veterinários convidados pela SOVERGS participaram do Fórum fazendo palestras sobre a perícia criminal federal sobre crimes de abigeato, mostrando passo a passo quem são as pessoas que podem ajudar na análise completa de vestígios que possam indicar os criminosos e também sobre as consequências de ingerir carne clandestina para a saúde.
No encerramento do Fórum Crimes no Campo, os participantes receberam das mãos do presidente da Rede Pampa, Alexandre Gadret, certificados de participação. (Marysol Cooper/ O Sul)
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