Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 5 de outubro de 2015
A aviação russa destruiu, nesse domingo, outros dez alvos do grupo terrorista EI (Estado Islâmico) na Síria e conseguiu cortar a linha de abastecimento de armamento dos jihadistas. “Segundo o Estado-Maior, conseguimos cortar o sistema de abastecimento técnico-militar dessa organização terrorista”, conforme declaração, nesse domingo, de Igor Konashenkov, porta-voz do Ministério da Defesa da Rússia.
Os caças-bombardeiros russos efetuaram 20 novos voos em que abateram dez alvos jihadistas, desde centros de comando a armazéns com armas e campos de treino nas províncias de Al Raqqa e Idlib. “Também causamos danos significativos à infraestrutura utilizada para o treino dos terroristas em território sírio”, acrescentou Konashenkov.
Alvos
Os caças-bombardeiros Su-34 destruíram um campo de treino na província de Al Raqqa, principal bastião do EI no país árabe. Na província de Idlib, os caças Su-25 explodiram um bunker e uma fábrica subterrânea onde os jihadistas costumavam fabricar cintos explosivos para os terroristas suicidas.
Na mesma região foram destruídos quatro centros de comando dos terroristas. E também outros três armazéns com armamento, além munição e explosivos.
O subchefe do Estado-Maior, o general Andrei Kartapolov, havia declarado, no sábado, que os bombardeios tinham conseguido “minar a base técnico-militar dos terroristas e também reduzir em grande medida o seu potencial de combate”. Kartapolov ainda antecipou que “os ataques não só continuarão, mas deverão aumentar a sua intensidade”.
A Rússia afirmou nesse domingo que utiliza bombas guiadas de alta precisão – os J-29 (AS-14 Kedge, de acordo com a terminologia da Nato), na sua campanha aérea na Síria. Esta foi uma resposta às críticas dos EUA e Reino Unido de que o exército russo utilizaria na Síria bombas não guiadas (“Dumb bombs”, em inglês) que, uma vez soltas pelo avião, ficam à mercê da gravidade.
Essa seria a causa, conforme as chancelarias ocidentais, de os bombardeios russos, que acontecem desde a quarta-feira, terem causado dezenas de mortes – inclusive de civis, segundo alegam os críticos.
A Rússia informou que mais de 600 integrantes do EI abandonaram as suas posições na Síria devido aos atentados. Eles estariam tentando entrar na Europa. (Efe)
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