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Economia Balança comercial brasileira tem saldo positivo de 7,8 bilhões de dólares em maio

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País registrou US$ 31,9 bilhões em exportações e US$ 24,08 bilhões em importações. (Foto: Reprodução)

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 7,8 bilhões em maio sob reflexo de exportações mais fortes por conta da elevação de preços dos produtos embarcados, apontou nessa quarta-feira (3) o Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços).

O desempenho é fruto de US$ 31,9 bilhões em exportações, uma alta de 6,6% na comparação com maio do ano passado, e US$ 24,1 bilhões em importações, elevação de 5,3%.

O resultado foi ligeiramente melhor do que o esperado pelo mercado, que previa em pesquisa da Reuters um saldo positivo de US$ 7,6 bilhões, e ficou 10,8% acima do dado observado em maio de 2025, um superávit de US$ 7,1 bilhões.

Nas exportações, foi registrada uma alta de 11,5% no preço médio dos produtos, que compensou um recuo de 4,3% no volume exportado.

Houve aumento de 9,8% no valor dos embarques da agropecuária na comparação com o mesmo mês do ano passado, impulsionado pelas vendas de soja, e de 9,0% na indústria de transformação, com maiores vendas de combustíveis, carne bovina e farelo de soja.

Por outro lado, foi registrado um recuo de 1,9% nas vendas da indústria extrativa por conta de uma queda no volume exportado insuficiente para compensar a elevação média de preços. Houve no setor quedas de 9,3% nos embarques de óleos brutos de petróleo e de 15,2% nos de minério de ferro.

No recorte por regiões, mesmo com a derrubada das tarifas adicionais de importação impostas pela administração do presidente Donald Trump por decisão judicial nos Estados Unidos, a participação do país nas exportações brasileiras seguiu em baixa, caindo de 12% em maio de 2025 para 9,7% no mês passado.

Segundo o diretor de Estatísticas e Estudos de Comércio Exterior do Mdic, Herlon Brandão, o volume de mercadorias importadas pelos americanos vem caindo desde agosto de 2025, quando entrou em vigor o tarifaço de 50% sobre grande parte dos produtos brasileiros.

“Tivemos a maior queda [das exportações para os EUA] em outubro [de 2025], de 35%. Em janeiro houve redução de 26%, e essa redução vem se arrefecendo ao longo dos meses –20% em fevereiro, 10% em março, 10% em abril e 14% em maio”, disse Brandão. Ele diz que é cedo para falar em mudança estrutural, no entanto.

No sentido oposto, a China ampliou sua fatia da pauta de exportações brasileiras de 32,1% para 32,9%.

Diante da ameaça de novas tarifas dos EUA sobre produtos brasileiros, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem colocado a China como contraponto e afirmado que o Brasil buscará mercados alternativos caso enfrente barreiras do país norte-americano.

Do lado das importações, houve alta de 25,9% na chegada ao país de combustíveis, crescimento de 24,7% de bens de consumo e de 5,2% em bens de capital. Houve recuo de 3,2% nas compras de bens intermediários.

Nos primeiros cinco meses do ano, o país acumulou um superávit comercial de US$ 32,7 bilhões, acima do saldo positivo de US$ 24,3 bilhões do mesmo período de 2025. (Com informações da Folha de S.Paulo)

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