Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 20 de outubro de 2015
Apesar das pressões por mudanças na política econômica atual, o BC (Banco Central) deverá manter a Selic (taxa básica de juros) nos atuais 14,25% ao ano até, pelo menos, a metade de 2016, conforme economistas consultados na pesquisa semanal Focus, publicação online, divulgada todas as segundas-feiras pelo BC.
Para a reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) que começa hoje e segue até amanhã, a perspectiva de manutenção da taxa básica é praticamente uma unanimidade. Ninguém aposta em corte, e são poucos os economistas consultados que projetam aumento.
Segurar inflação
Na avaliação do mercado, a ação isolada do BC é necessária para evitar um aumento ainda maior da inflação, mas não é suficiente para colocar o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) na meta de 4,5% antes de 2019. Até mesmo as estimativas para 2017 e 2018 já se distanciaram do valor projetado e estão em torno de 5%.
Entre os economistas com maior percentual de acerto das projeções, a expectativa é de que estourou a meta de inflação neste ano e no próximo, com IPCA de 9,81% para 2015 e 6,72% para 2016. Nos três anos seguintes a inflação ficaria entre 5,5% e 6%, ainda acima do centro da meta de 4,5%.
O próprio BC já afirmou que a queda da inflação depende de uma melhora no resultado das contas públicas, o que além de segurar a demanda contribuiria para reduzir incertezas que travam os investimentos e conter a alta do dólar. (Folhapress)
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