Quarta-feira, 20 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 24 de junho de 2021
Informações constam no relatório de inflação do segundo trimestre deste ano
Foto: Marcello Casal Jr./Agência BrasilO BC (Banco Central) informou nesta quarta-feira (24) que subiu de 5% para 5,8% sua estimativa de inflação para o ano de 2021, com base no IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo).
A expectativa, que consta no relatório de inflação do segundo trimestre deste ano, considera a trajetória estimada pelo mercado financeiro para a taxa de juros e de câmbio neste ano e no próximo.
O centro da meta de inflação, em 2021, é de 3,75%. Pelo sistema vigente no país, será considerada cumprida se ficar entre 2,25% e 5,25%. Com isso, a projeção do BC está bem acima do teto do sistema de metas.
A meta de inflação é fixada pelo CMN (Conselho Monetário Nacional). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia. O Banco Central informou, ainda, que a probabilidade de a inflação superar o teto da meta de 5,25% para este ano passou de 41%, em março de 2021, para 74% no documento divulgado nesta quarta-feira. Se a meta não é cumprida, o BC tem de escrever uma carta pública explicando as razões.
Razões para o aumento
De acordo com o BC, a inflação recente tem sido “particularmente afetada” pelo “significativo aumento” dos preços de “commodities” (produtos básicos com cotação internacional, como alimentos, minério de ferro e petróleo), contrabalançado parcialmente pela apreciação cambial (queda do dólar) verificada desde abril.
Além disso, a instituição avaliou que a “persistência do cenário de restrições de oferta” de alguns materiais e insumos, e a “deterioração do cenário hídrico”, que tem rápida repercussão sobre o preço da energia elétrica mediante o acionamento de bandeiras tarifárias, também tem pressionado a inflação nos últimos meses.
“Esses fatores mais do que compensaram os efeitos desinflacionários do recrudescimento da pandemia sobre os preços de serviços e da recente apreciação do real”, avaliou o Banco Central.
Próximos anos
Para 2022 e 2023, no cenário de mercado (Selic e câmbio projetados pelos bancos), o Banco Central projetou uma inflação de, respectivamente, 3,5% e de 3,3%. Em março, a instituição estimava que o IPCA ficaria em 3,5% em ambos os anos.
No ano que vem, a meta central de inflação para o ano que vem é de 3,5% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2% a 5%. Em 2023, o objetivo central é de 3,25%, com um piso de 1,75% e um teto de 4,75% por conta do intervalo de tolerância existente.
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Não sou economista, nem matemático mas qualquer pessoa que saiba cálculos básicos há de concordar que essas estimativas são furadas. Partindo do princípio que todos os produtos, todos, aumentaram seus valores em dezenas é difícil crer que a média seja em unidade. Como diz um amigo: “matemática não aceita desaforos”.