Quinta-feira, 11 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 12 de julho de 2016
A delicadeza e a brutalidade dos movimentos de uma bailarina serviram de inspiração para cinco profissionais da Casa Cor 2016. Após viajar por vários campos da arquitetura, Isabelle Quinton, Laura Lindenmayer, Maisa Viana, Raquel Ferreira e Simone Simionato, arquitetas do Studio Sigma, chegaram na ideia de uma apresentação que fizesse o visitante da mostra enxergar os dois lados de uma dançarina.
“Representar o movimento através de objetos”, essa foi uma das principais metas ao escolher todos os detalhes, explica Simone Simionato. A luminária representa muito bem esta característica, pois possui feições características do corpo de uma bailarina. Materiais delicados como o porcelanato usado na penteadeira com borda dourada espalham glamour e beleza pelos 14 metros quadrados de área.
O cimento queimado representa a ideia dos movimentos brutos, do cansaço e esforço obtidos durante as

Foto: Jackson Ciceri/ O Sul
apresentações. “Mas completamos o ambiente com uma linda banheira, para que a bailarina possa relaxar após os espetáculos”, conta a arquiteta.
Este tema foi inovador para utilizar em um banheiro funcional. “Não queríamos que tivesse essa cara de utilitário. O objetivo era trazer sofisticação que é uma das ideias da Casa Cor”, destaca Simone.

Foto: Jackson Ciceri/ O Sul
Outra inspiração citada pela arquiteta, é de um dos textos de Carpinejar, intitulado “Caixinha de Música”. Nele, o escritor fala sobre a bailarina da caixinha de sua irmã. Com isso, as meninas contataram o autor, que deixou uma dedicatória introduzida no ambiente.
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