Segunda-feira, 28 de Setembro de 2020

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Bem-Estar Botox não é só para tirar as rugas. Serve também para curar a depressão

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Botox ajuda a inibir essas expressões, atuando na melhora dos sintomas da depressão. (Crédito: Reprodução)

A toxina botulínica (conhecida comercialmente como Botox) é produzida pela bactéria Clostridium botulinium e quando utilizada em pequenas doses produz paralisia muscular temporária. Dentro de um período curto de tempo, o músculo enfraquece e a pela que está sobre ele relaxa. Assim, as rugas desaparecem.

Apesar de ser, atualmente, o procedimento estético mais utilizado no mundo para o tratamento de rugas de expressão na face, a toxina botulínica não foi desenvolvida inicialmente para essa finalidade.

Um casal de oftalmologistas canadenses já utilizava a toxina para o tratamento de pacientes com espasmos musculares tão intensos que nem conseguiam abrir as pálpebras. Certo dia, uma paciente solicitou que a medicação fosse aplicada próxima a sobrancelha, porque isso melhorava a sua expressão facial. A partir daí, desenvolveram-se estudos para a utilização da toxina com fins estéticos.

Tratamento de doenças.
Na medicina, o Botox pode trazer benefícios no tratamento de doenças, evitando procedimentos mais invasivos. Desde bruxismo, passando por patologias de esôfago, fissura hemorroidária e até o aumento benigno da próstata.

Recentemente, um grupo de pesquisadores da Universidade de Georgetown, nos Estados Unidos, descobriu que o Botox pode ser um aliado no tratamento da depressão (e não apenas por apagar as rugas de expressão).

No estudo, 74 pessoas diagnosticadas com depressão foram divididas em dois grupos. Metade foi tratada com aplicações de Botox na face, e a outra metade com um placebo composto de uma solução de soro fisiológico.

Seis semanas depois, 52% dos pacientes que haviam sido injetados com Botox sentiram-se significativamente melhor, em comparação com apenas 15% dos pacientes que utilizaram placebo. Outro fato interessante que a pesquisa mostrou foi uma queda de 50% no índice de tristeza do grupo que recebeu a toxina, comparado com 21% dos que receberam placebo.

Para os cientistas, a toxina botulínica é capaz de agir na comunicação das vias nervosas da face com o cérebro, interagindo na expressão de sentimentos de raiva e tristeza. Dessa forma, o Botox ajuda a inibir essas expressões, atuando na melhora dos sintomas da depressão.

Embora seja um procedimento muito popular no Brasil, o uso da toxina não é isento de riscos, Complicações como assimetrias, perda de sensibilidade e até atrofias e cegueira podem ocorrer se utilizada de forma indiscriminada.

Por isso que o cirurgião plástico e o dermatologista são os profissionais de escolha para quem procura o tratamento com a toxina. Além do maior tempo de treinamento e formação, esses especialistas são capazes de lidar e tratar possíveis complicações. (Paulo Godoy/DSP)

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