Terça-feira, 19 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 8 de agosto de 2022
O evento, organizado pela Febraban, também serviu para que o setor rebatesse as acusações do presidente de que bancos ganham com o juro alto.
Foto: Marcelo Camargo/Agência BrasilBanqueiros pediram estabilidade e redução das incertezas ao presidente Jair Bolsonaro (PL) no almoço realizado nesta segunda-feira na capital paulista. O evento, organizado pela Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), também serviu para que o setor rebatesse as acusações de que ganha com o juro alto.
Após o apoio formal da Febraban ao documento em defesa da democracia que será lido nesta semana, o presidente da entidade, Isaac Sidney, fez um discurso em tom ameno e construtivo ao presidente Bolsonaro. Segundo relato de presentes, o setor financeiro aproveitou o evento para reafirmar a pauta econômica, que defende estabilidade e previsibilidade.
“Não desejamos regras e normas favoráveis ao setor. O que desejamos é maior previsibilidade com um horizonte que mitigue as incertezas e aumente a confiança”, disse o presidente da Febraban, segundo relato de presentes. No evento, o discurso de Bolsonaro foi transmitido pelas redes sociais, mas o presidente não detalhou propostas ou a agenda econômica para um eventual segundo mandato.
Ao presidente da República, Isaac Sidney argumentou que o setor trabalha com “perspectiva de colaboração com todas as autoridades” e lembrou que a entidade vai conversar com todos os presidenciáveis. Nos próximos dias, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve ser recebido em evento da mesma natureza.
Em um tom de resposta às críticas ao setor, o representante da Febraban disse ainda que existe uma percepção errada de que os bancos gostam de juro elevados porque “lucrariam mais”.
“O que os bancos querem é a economia saudável, com inflação baixa e estável, que permita juros mais baratos”, disse, ao defender a pauta de melhora estrutural do mercado de crédito com aumento das garantias nos financiamentos.
No fim de julho, o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, disse que banqueiros estariam contra o presidente Bolsonaro porque bancos perderam bilhões de reais após a adoção do Pix pelo Banco Central.
Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!
Banqueiros pedindo juros baixos é a piada do dia, afinal, quanto maior a Selic mais eles lucram com os títulos da dívida publica.
Seria engraçado se não fosse hipócrita. Se os banqueiros querem estabilidade não deveriam manifestar apoio a quem saqueou o país em em 3 gestões e meia, e durante os dois últimos anos apoiou todo e qualquer movimento ou manifestação (inclusive a mídia militante) para agravar a crise gerada pela pandemia e pela administração errática e incompetente do STF, dos governadores e prefeitos alçados à condição de Senhores Feudais do século XXI.
kkkkkkkkkkkkkkkk
Inacreditável…acreditar que um golpista quer o bem do país…tais brincando?
Assim nós, povo pagador de alto juros cobrados pelos bancos, tbm queremos estabilidade nos nas taxas e juros. Ou vão querer enrolar dizendo que pegam dinheiro pagando a Selic? Ninguem menciona a margem de lucro de um banco com taxas, juros, e demais serviços. Tá na hora de abrir a caixa preta.