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Economia Bares e restaurantes brasileiros devem criar 100 mil vagas de emprego no segundo semestre

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Pesquisa da Abrasel mostra que 35% dos empresários do setor esperam contratar funcionários até o fim do ano

Foto: Divulgação
Pesquisa da Abrasel mostra que 35% dos empresários do setor esperam contratar funcionários até o fim do ano

Uma pesquisa divulgada pela Abrasel (Associação Brasileira de Bares e Restaurantes) mostra que 35% dos empresários do setor pretendem fazer contratações neste segundo semestre.

Segundo o presidente da entidade, Paulo Solmucci, a expectativa é de que 100 mil novos postos de trabalho sejam criados, após um acumulado de 1 milhão de novas vagas nos últimos 12 meses.

O levantamento também mostra que, em junho, os bares e restaurantes chegaram ao melhor resultado de 2022, com 37% deles com lucro no mês, contra 35% em maio. No entanto, 26% ainda ficam no vermelho, contra 29% no mês anterior. Outros 37% estão com o orçamento em equilíbrio.

Solmucci aponta que o setor, aos poucos, mostra-se mais otimista, especialmente com o segundo semestre. Com a taxa de desemprego recuando para 9,3% no trimestre entre abril e junho, o menor índice para o período desde 2015, e a ampliação da parcela do Auxílio Brasil para R$ 600, bares e restaurantes esperam mais movimentação de dinheiro pelo país e, consequentemente, entrando no setor de alimentação.

“Mais gente empregada, as restrições felizmente acabaram. A inflação dos alimentos começou a refluir em junho. A gente começou a recuperar um pouquinho as margens. Vem aí o Auxílio Brasil de R$ 600 que impacta muito para o pequeno empresário do nosso setor, aquele da base da pirâmide. Acho que as notícias são positivas. E a Copa do Mundo, que sempre traz aquele astral melhor, mais gente na rua, o setor sempre se movimenta bastante na Copa do Mundo”, declarou.

Segundo a pesquisa realizada pela Abrasel, apesar da evolução, o setor ainda enfrenta desafios. Os dados mostram que 71% dos empresários não conseguem repassar o aumento de custos. Em maio, esse índice era de 74%.

Além disso, 69% têm empréstimos contratados, sendo que 27% estão com parcelas em atraso. Entre os proprietários que pegaram recursos do Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte), o índice de inadimplência cai para 15%.

“Nós ainda estamos com seis em cada dez empresas operando sem lucro, um quarto delas no prejuízo. Essas empresas não conseguem pagar as dívidas acumuladas na pandemia. Nós estamos com mais de 60% das empresas com dívidas atrasadas com impostos, com banco, aluguel. Vida dura, ainda que com sinais de melhora”, declarou Solmucci.

Diante das expectativas de melhorias para o segundo semestre, como a projeção de mais movimento nos bares e restaurantes na Copa do Mundo, o setor espera conter um potencial prejuízo. Na última quinta-feira (04), o Senado aprovou uma medida provisória que libera o saque do dinheiro do auxílio-alimentação após 60 dias.

O governo federal já sinalizou que deve vetar a possibilidade, o que espera a Abrasel. A entidade estima um prejuízo de R$ 5 bilhões ao ano se ela for aprovada.

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