Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 12 de junho de 2016
Com dificuldade para inflar o BEAM (Módulo de Atividade Expansível Biglow), no espaço desde o início de abril, a Nasa (agência espacial americana) finalmente conseguiu expandir a estrutura, conhecida no Brasil como “habitat Inflável”.
De acordo com informações da Nasa, publicadas na página da agência na internet, os primeiros a entrarem na “casa espacial” foram o americano Jeff Williams, engenheiro de voo, responsável por abrir a escotilha, e o russo Oleg Skripochka.
Embora eles tenham conseguido inflar o BEAM, nesse primeiro momento os cientistas não permanecerão no interior do objeto. Segundo a agência, Williams entrou no “habitat inflável” apenas para analisar a qualidade do ar no interior do ambiente e enviar as informações sobre a dinâmica da expansão da estrutura, por meio de sensores, aos controladores da missão, situados em Houston, Texas (EUA).
O engenheiro de voo relatou à Nasa que a temperatura estava baixa no interior do BEAM, além de ressaltar não haver evidências de condensação nas superfícies internas do “habitat”.
No espaço por dois anos.
De acordo com a agência, o BEAM permanecerá dois anos no espaço. O principal objetivo é avaliar se a estrutura poderá servir de abrigo em futuras explorações espaciais, como a ida do homem a Marte, em algumas décadas.
Em 8 de abril, a entidade enviou o “habitat inflável” a bordo de uma nave de carga da empresa SpaceX, no Cabo Canaveral, na Flórida (EUA). Ele foi anexado ao módulo Tranquility da ISS (Estação Espacial Internacional, na sigla em inglês) uma semana após o lançamento. Com uma massa de 1,4 toneladas, o BEAM mede cerca de 4 metros de largura por 3,23 metros de comprimento quando está completamente inflado com ar respirável, com tamanho equivalente a um quarto pequeno.
Conforme a agência, depois que Williams concluir o trabalho, que poderá levar dias, ou meses, a escotilha será fechada. No entanto, no período de dois anos, astronautas poderão entrar no ambiente, caso seja necessária alguma pesquisa ou manutenção na estrutura do objeto.
“Membros da tripulação ocasionalmente entrarão no módulo nos próximos dois anos para verificar as condições do BEAM”, escreveu a Nasa.
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