Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 27 de dezembro de 2015
Mesmo que a mineradora Samarco volte a operar em Mariana (MG) nos próximos anos, a barragem que ruiu em 5 de novembro, deixando ao menos 17 mortos, não deverá ser reerguida. “Não é a nossa intenção voltar a construir naquele local, até por tudo o que esse acidente representou e representa para a empresa”, afirmou Ricardo Vescovi, presidente da Samarco.
Em entrevista concedida na sede da mineradora em Belo Horizonte (MG), Vescovi deixou em aberto questões sobre os problemas na estrutura que ruiu e as falhas no plano de emergência. Em pelo menos cinco ocasiões, evitou dar respostas diretas, com o argumento de que algo só será esclarecido no processo de investigação.
Em outras cinco passagens, limitou-se a dizer que a mineradora cumprira no prazo tudo que lhe fora exigido de órgãos oficiais no processo de licenciamento. Vescovi não confirmou que as barragem de Fundão, rompida, e a vizinha, Germano, estivessem sendo unificadas, diferentemente do que o coordenador de meio ambiente da Samarco, Euzimar Rosado, informou no dia da tragédia aos fiscais da Secretaria de Meio Ambiente. Disse que eram trabalhos de preparação para alteamentos (elevações das paredes).
Ele também negou que a pilha de rejeitos da Vale, vizinha de Fundão, tenha contribuído para desestabilizar a barragem. Por sete vezes, respondeu que as causas da tragédia ainda estão sendo investigadas. O futuro da empresa, para o engenheiro, terá de ser discutido com a sociedade. (Folhapress)
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