Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 11 de janeiro de 2020
Advogados do comediante Bill Cosby pediram que a Suprema Corte do Estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos, receba o recurso de sua condenação por abuso sexual em 2018, um mês após uma instância inferior rejeitar a apelação que argumentava que Cosby não tinha recebido um julgamento justo.
Cosby, que interpretava uma figura paterna amável no sucesso televisivo “The Cosby Show” nos anos 1980, foi considerado culpado de drogar e abusar sexualmente de Andrea Constand, uma ex-administradora da Universidade Temple, em sua casa na cidade de Filadélfia em 2004.
Com o veredicto, Cosby se tornou a primeira celebridade a ser condenada após os escândalos da era MeToo.
Na petição, os advogados argumentam que Cosby foi injustamente condenado pelo júri após um juiz permitir que várias mulheres, além de Constand, testemunhassem sobre os abusos sexuais de Cosby contra elas.
Harvey Weinstein
Harvey Weinstein, o influente produtor cinematográfico acusado por diversas atrizes de assédio e comportamento sexualmente abusivo, está sendo julgado desde segunda-feira 6. Ele é acusado de assediar mais de noventa mulheres. Como as acusações são de eventos que já teriam prescrito, de acordo com a Justiça dos EUA, o juri se pronunciará apenas sobre dois supostos casos de estupro — um deles teria ocorrido em 2006 e o outro em 2013.
Se Harvey Weinstein for condenado, a sua pena poderá chegar até 28 anos de reclusão ou, mesmo, à prisão perpétua. Para comparecer ao tribunal, na abertura do juri, Weinstein precisou do auxílio de um andador para se locomover.
O uso do aparelho tem gerado certo estranhamento: há quem veja nisso uma forma de comover juizes e jurados e obter uma absolvição. Weinstein alega precisar do andador devido a um acidente que sofreu em agosto do ano passado. Mas há um fato curioso: após passar por cirurgia, foi visto andando normalmente, sem o suporte, em uma loja de departamento em dezembro.
Esse primeiro julgamento está sendo realizado em Nova York e poderá durar até seis meses. Independentemente do resultado, Weinstein se verá outra vez frente a frente com um juiz em Los Angeles.
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