Quinta-feira, 02 de Abril de 2020

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Geral Bill Gates revelou a estratégia para aumentar a sua fortuna em 16 bilhões de dólares

Gates sugeriu que pode votar para Donald Trump na eleição presidencial de 2020. (Foto: Reprodução)

Mesmo após ter deixado o controle da Microsoft, Bill Gates continua ganhando muito dinheiro. Apenas neste ano, faturou US$ 16 bilhões, elevando sua fortuna para US$ 106 bilhões, atrás apenas de Jeff Bezos, da Amazon, no ranking de bilionários da Bloomberg.

O segredo, contou Gates, é a estratégia de manter mais de 60% do capital investido em ações. É dessa forma que ele consegue manter, e até aumentar sua riqueza, mesmo dedicando bilhões à caridade.

“Nós não estamos, você sabe, numa postura defensiva com quase tudo em dinheiro, ou algo assim”, contou Gates, em entrevista à Bloomberg. “A estratégia sendo usada nos investimentos é ter mais de 60% em ações.”

A tática adotada por Michael Larson, chefe de investimentos da Cascade Investment — firma que gerencia a fortuna de Gates —, difere da adotada por outros escritórios familiares. Na segunda-feira (16), Gates mantinha cerca de US$ 60 bilhões dos ativos em ações. Na média, os portfólios de firmas de investimentos familiares mantinham 32% dos ativos em ações em 2018, segundo relatório da consultoria Campden Wealth.

Com essa estratégia, o cofundador da Microsoft consegue ficar cada vez mais rico, mesmo dedicando quantia considerável à filantropia. Por meio da Fundação Bill e Melinda Gates, Gates mantém uma agenda global de combate à pobreza e à desigualdade, com doações que já alcançaram US$ 35 bilhões.

Mas essa realidade pode mudar, caso seja criada uma taxa para grandes fortunas nos EUA. O debate tem se tornado cada vez mais explosivo, dado que os 0,1% americanos mais ricos concentram mais riqueza agora do que em qualquer outro período desde 1929.

“Eu duvido que os EUA criem um imposto sobre a riqueza, mas eu não seria contra”, afirmou Gates. “O mais próximo que temos disso é o imposto sobre imóveis. E eu tenho sido um grande defensor de que ele tenha que voltar ao nível de 55%, como era algumas décadas atrás.”

Nesta terça-feira (17), a Fundação Bill e Melinda Gates divulgou seu relatório anual “Goalkeepers”, que monitora o progresso dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, principal agenda da Organização das Nações Unidas. No documento, sempre divulgado a poucos dias da Assembleia Geral da ONU, a fundação defende que o principal obstáculo para o desenvolvimento sustentável é a desigualdade.

“Não existe uma bala de prata que vai acabar com o impacto da geografia, do gênero e de outros fatores aleatórios”, afirmou o bilionário. “Mas garantir que cada criança tenha acesso a bons sistemas de saúde e educacionais é um bom começo nessa direção.”

Divisão das gigantes da internet

Alvo de processos por práticas anticompetitivas na década de 1990, por acusações de que a Microsoft feria a livre competição ao incorporar o navegador Internet Explorer ao Windows, Gates se disse contrário à tese que defende a divisão das gigantes da tecnologia, que vem sendo discutida como uma solução para lidar com Alphabet, Facebook e Amazon. Para algumas pessoas poderosas em Washington, as três corporações se tornaram muito grandes e poderosas, e a solução é dividi-las.

“Você precisa realmente pensar: esta é a melhor solução?”, questionou Gates. “Se existe um comportamento da companhia que você quer se livrar, então, basta dizer: ‘Ok, isso é um comportamento banido’. Mas dividir a companhia em dois, e ter duas pessoas fazendo coisas erradas, não parece ser uma solução.”

Na sua opinião, companhias como Google e Amazon se comportam de maneira “totalmente legal”, fazendo “muitas coisas inovadoras”. Nos processos que envolveram a Microsoft na década de 1990, a divisão da companhia em duas — uma para o sistema operacional Windows e outra para softwares e serviços — foi ordenada pela Justiça, mas a decisão foi revertida.

Segundo Gates, os processos envolvendo o Internet Explorer tornaram a Microsoft “mais atenciosa” com essas questões, tanto que hoje a companhia se encontra fora do radar das autoridades.

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