Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 8 de novembro de 2015
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
Passados 55 dias do anúncio da extinção de 30 secretarias vinculadas a ministérios e o corte de 3 mil dos 22 mil cargos comissionados, a presidente Dilma Rousseff enfrenta dificuldades para concretizar as medidas. A intenção, que ainda não saiu do papel, é economizar 200 milhões de reais por ano e tornar a gestão mais ágil.
A primeira reação dos prováveis atingidos é perguntar os motivos. Depois, pressionar partidos políticos que fizeram as indicações e buscar argumentos para dizer que atitudes drásticas não são necessárias. A partir daí, começa o jogo do empurra com os processos passando de gabinete em gabinete, de mesa em mesa, acumulando assinaturas. São manobras conhecidas para protelar decisões até que caiam no esquecimento em função do anúncio de novas iniciativas.
A função pública quase sempre foi assim, continuará assim. O inchaço da máquina só é percebido, e de modo cada vez mais forte, por quem paga impostos e não vê o retorno em serviços.
Quanto à presidente Dilma, se reclamar da lentidão, ouvirá de algum assessor o velho conselho: falar é prata, calar é ouro. Talvez fique o aprendizado: na administração pública, melhor é fazer e só depois propagandear.
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
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