Segunda-feira, 11 de maio de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Rio Grande do Sul Economia gaúcha mostra sinais de recuperação após enchentes

Compartilhe esta notícia:

A atividade mais impactada pelos efeitos das enchentes, em maio, foi a indústria de transformação, que apresentou queda de 26,5% em relação a abril

Foto: Reprodução
A atividade mais impactada pelos efeitos das enchentes, em maio, foi a indústria de transformação, que apresentou queda de 26,5% em relação a abril. (Foto: Reprodução)

O evento meteorológico extremo que atingiu o Rio Grande do Sul entre o final de abril e o início de maio trouxe consequências para a economia do Estado. A queda de 0,3% do PIB (Produto Interno Bruto) no segundo trimestre de 2024, em relação ao trimestre anterior, evidenciou o impacto das inundações, principalmente na indústria.

A retração, entretanto, foi inferior à esperada, graças ao alto desempenho da agropecuária, puxado pela colheita de soja, cuja maior parcela havia sido colhida antes do desastre. Apesar dos impactos das enchentes sobre a produção, as quantidades de grãos colhidos em 2024 na agricultura deverão ser superiores às do ano passado.

Passado o auge da crise, a economia gaúcha mostra sinais de recuperação, impulsionada principalmente pelo aumento do consumo. A arrecadação de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) cresceu 16,2% nos meses de julho, agosto e setembro, em comparação com o mesmo período de 2023.

O comércio foi estimulado pelo aumento do consumo a partir das transferências de recursos públicos às famílias e pela necessidade de recomposição de bens de primeira necessidade perdidos ou danificados pelas enchentes, como móveis, eletrodomésticos e veículos automotores.

A análise está no Boletim de Conjuntura de outubro, produzido pelo Departamento de Economia e Estatística da Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão. Com autoria dos pesquisadores Martinho Lazzari e Tomás Amaral Torezani, o documento foi divulgado nessa quinta-feira (31).

A atividade mais impactada pelos efeitos das enchentes, em maio, foi a indústria de transformação, que apresentou queda de 26,5% em relação a abril. Em junho, porém, os números de produção praticamente se igualaram à produção anterior às enchentes. Um dos fatores para a recuperação foi o aumento da UCI (Utilização da Capacidade Instalada).

O indicador, medido pela Fiergs (Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul), mostra que a indústria precisou usar a capacidade de produção de forma mais intensa, impulsionada pela injeção de recursos públicos destinados à reconstrução do Estado, além da demanda nacional.

O pesquisador Martinho Lazzari disse que a análise dos dados mensais permite a observação do processo de retomada da economia gaúcha, após o momento mais agudo dos impactos das enchentes sobre a produção.

“Embora ainda de forma heterogênea, as atividades produtivas têm apresentado uma evolução positiva nos últimos meses, principalmente o comércio, que se beneficiou do aumento do consumo ocasionado pelas transferências de recursos públicos às famílias atingidas”, explicou. Com a volta das operações no aeroporto Salgado Filho, o comércio, junto com o setor de serviços, deve receber novo impulso.

A projeção, entretanto, é que os estímulos diretos ao consumo percam força à medida que as políticas públicas alterem o foco para as obras de reconstrução de infraestrutura. Os investimentos terão impacto direto em atividades como a construção, e indiretos sobre indústria, comércio e serviços. A tendência, entretanto, é que o consumo permaneça aquecido em decorrência dos aumentos da renda do trabalho.

Brasil e mundo

As principais economias mundiais apresentaram resultados diversos no segundo trimestre de 2024. O PIB dos Estados Unidos cresceu 0,7%, após dois trimestres de desaceleração, refletindo a retomada no investimento em estoque privado e a aceleração nos gastos do consumidor.

A Área do Euro registrou 0,2% de crescimento do PIB, uma ligeira desaceleração em relação ao trimestre anterior. De forma individual, as economias da França e da Itália cresceram 0,2%, enquanto a da Alemanha encolheu 0,1%.

A economia chinesa, por sua vez, registrou o pior ritmo de crescimento em cinco trimestres, de 0,7%. Assim como o Rio Grande do Sul, a China enfrenta os efeitos adversos de enchentes ocorridas ao longo do trimestre. Também podem ser citados como obstáculos de crescimento o setor imobiliário e o fraco consumo das famílias.

Na América do Sul, a Argentina, importante parceira comercial do Estado, registrou o terceiro resultado negativo consecutivo, com queda de -1,7% no segundo trimestre do ano. Houve retrações em todos os componentes da demanda, com exceção das exportações.

As perspectivas para a economia global, segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, são de crescimento estável para a maioria das economias, com atividade mais forte no setor de serviços do que na indústria.

Em relação ao Brasil, o país registrou a 12ª alta seguida do PIB no segundo trimestre de 2024, com elevação de 1,4%, em decorrência da expansão da indústria e dos serviços. O resultado foi o maior desde o quarto trimestre de 2020, marcado pela retomada econômica após os impactos da pandemia. As projeções de crescimento do PIB nacional para 2024 apontam crescimento entre 3% e 3,3%.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Rio Grande do Sul

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Operação de desarticulação de rede que produzia material de abuso sexual infantil ocorre em Santa Maria, na Região Central do RS
Concluída a pavimentação em trecho da avenida A.J. Renner, em Porto Alegre
Pode te interessar