Terça-feira, 18 de agosto de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil Bolsas recuam e dólar sobe após pesquisa mostrar Trump à frente de Hillary

Compartilhe esta notícia:

Trump é visto por analistas e investidores como radical e com postura anti-mercado (foto: reprodução)

O humor dos mercados financeiros ao redor do mundo piorou nesta terça-feira (1), após pesquisa de intenção de voto mostrar o republicano Donald Trump à frente da democrata Hillary Clinton a apenas uma semana da eleição presidencial nos EUA.

As Bolsas nos EUA e na Europa terminaram em queda, mas o dólar caiu frente às principais moedas, com investidores buscando mais segurança no franco suíço e no euro.

No Brasil, o Ibovespa, o principal índice da Bolsa recuou 2,46%, a maior baixa em um mês e meio, e o dólar acelerou a alta, chegando à casa dos R$ 3,24 –maior cotação em quase um mês.

O real teve uma das maiores desvalorizações do dia. A maior queda foi do peso mexicano, mais sensível à questão eleitoral americana.

De acordo com a pesquisa ABC News/Washington Post, Trump aparece com 46% das intenções de voto, à frente de Hillary, que tem 45%.

Investidores de todo o mundo temem uma eventual vitória de Trump, considerado radical e com postura anti-mercado.

“Embora analistas tentem diminuir a relevância de uma pesquisa em particular, aumenta a cautela nos mercados internacionais, principalmente após a reabertura das investigações dos e-mails de Hillary pelo FBI”, comenta a Guide Investimentos, em relatório.

O fato de ser véspera de feriado no Brasil aumenta a aversão ao risco no mercado local. Também há cautela em todo o mundo por causa da reunião de política monetária do Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA), que termina nesta quarta-feira (2).

BOLSAS

O Ibovespa fechou terça-feira em baixa de 2,46%, aos 63.326,42 pontos. Foi a maior queda desde 13 de setembro deste ano (-3,01%). O giro financeiro foi de R$ 9,6 bilhões.

Operadores lembram que o índice subiu quase 50% no ano até outubro, e que há espaço para a chamada realização de lucros, quando os investidores vendem ações por um valor mais alto para embolsar os ganhos recentes.

Os papéis da Petrobras recuaram 4,69%, a R$ 16,86 (PN), e 3,80%, a R$ 17,93 (ON).

As ações da Vale subiram 0,67%, a R$ 20,77 (PNA), e 0,99%, a R$ 22,30 (ON).

Entre as siderúrgicas, Usiminas PNA perdeu 5,32%; CSN ON, -4,65%; e Gerdau PN, -4,17%.

No setor financeiro, Itaú Unibanco PN caiu 2,94%; Bradesco PN, -2,93%; Bradesco ON, -2,45%; Banco do Brasil ON, -4,60%; Santander unit, -2,81%; e BM&FBovespa ON, -2,92%.

Em Nova York, o índice S&P 500 caiu 0,68%; o Dow Jones, -0,58%; e o Nasdaq, -0,69%.

Na Europa, a Bolsa de Londres perdeu 0,53%; Paris, -0,86%; Frankfurt, -1,30%; Madri, -1,12%; e Milão, -1,32%.

CÂMBIO E JUROS

O dólar comercial fechou em alta de 1,63%, a R$ 3,2410. É a maior cotação desde 4 de outubro (R$ 3,2560). A moeda americana já subia mais cedo, mas acelerou a alta com as incertezas relacionadas à eleição americana.

Contribuiu para a desvalorização do real o fim do fluxo da repatriação de recursos e a cautela de investidores em relação à reunião de política monetária do BC americano.

“Não se espera que os juros americanos subam amanhã (2), mas o Fed pode dar mais sinalizações que fortaleçam ainda mais as apostas de elevação das taxas em dezembro”, destaca Cleber Alessie, operador de câmbio da corretora H.Commcor.

Pela manhã, o Banco Central leiloou 5 mil contratos de swap cambial reverso, equivalentes à compra futura de dólares, no valor de US$ 250 milhões.

Nesta terça-feira, venceram US$ 2,96 bilhões em contratos de swap cambial tradicional, que correspondem à venda futura de dólares. Desta forma, o estoque de swap cambial (posição vendida) do BC caiu para US$ 25,1 bilhões. Segundo analistas, no ritmo atual, este estoque deve ser zerado até o fim de março.

No mercado de juros futuros, os contratos subiram, refletindo a alta do dólar e o ambiente de aversão ao risco.

O CDS (credit default swap) brasileiro de cinco anos, espécie de seguro contra calote e outro indicador de percepção de risco, avançava 2,53%, aos 280,886 pontos. (Folhapress)

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Cinco dias após sair da prisão, suplente de ministro da Saúde assume vaga de deputado federal
Enem 2016 será adiado para 191,4 mil alunos
Pode te interessar