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Política Bolsonaro admite que voto impresso está sem apoio para aprovação no Congresso

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Presidente reitera críticas ao ministro Barroso, que teria, segundo ele, persuadido parlamentares a se opor ao projeto.

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
Declaração publicada nas redes sociais vem após derrota do voto impresso e prisão de Roberto Jefferson. (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

O presidente Jair Bolsonaro admitiu, nesta sexta-feira (23), que o governo não tem apoio no Congresso para aprovar proposta de emenda à Constituição do voto impresso. A PEC é de autoria da deputada federal Bia Kicis (PSL-DF) e teria que passar pelo crivo da Comissão de Constituição e Justiça. Apesar de reconhecer a dificuldade de avançar com o projeto que virou a sua obsessão política, o presidente disso que o governo já conta com os R$ 2 bilhões necessários para financiar a alteração no sistema eleitoral na previsão orçamentária de 2022.

Bolsonaro reiterou críticas ao presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Luís Roberto Barroso, que teria persuadido parlamentares a se opor ao projeto.

“Essa bandeira sempre foi defendida por 90% dos parlamentares. Por que, de uma hora para outra, alguns parlamentares mudaram de opinião? Depois de receber a visita do presidente do TSE e também integrante do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso. De modo que se colocar em votação hoje, não passa”, disse em entrevista à Rádio Grande FM 92,1, de Dourados (MS).

O presidente novamente questionou validade de resultados de pesquisas que indicam queda da aprovação do governo e crescimento das intenções de voto de Luiz Inácio Lula da Silva, principal antagonista de Bolsonaro no horizonte eleitoral de 2022. Aproveitou para defender o voto impresso, que, em sua visão, deveria ser apoiado pela esquerda.

“Se, segundo o Datafolha, o Lula tem 49% das intenções de voto no primeiro turno, eu acho que eles deveriam aprovar o voto impresso, auditável e seguro, que é a garantia de que o Lula vai ganhar”, ironizou o presidente.

Os presidentes do PSDB, DEM, MDB, Solidariedade e PSD articulam a derrubada da PEC do voto impresso. O movimento já existia há algumas semanas, mas agora ganhou impulso, após a ameaça do ministro da Defesa, Walter Braga Netto, de não haver eleições em 2022 caso o Congresso não aprove o voto impresso, conforme revelou o Estadão. Há outros partidos que são contra a PEC, mas esses são os que encabeçam a linha de frente do movimento para adiantar a votação e rejeitar o texto.

Na prática, os partidos se mobilizam para evitar qualquer possibilidade de adiamento da comissão formada para analisar o tema. A ideia é que a proposta seja votada logo na volta do recesso legislativo, na primeira semana de agosto.

Fundão eleitoral de R$ 5,7 bilhões

Outro tema que também estará nas mãos do Congresso é a definição sobre qual será, afinal, o valor do repasse público para o fundo eleitoral que financiará campanhas no ano que vem. Bolsonaro disse que a decisão final sobre o reajuste do fundo para R$ 5,7 bilhões caberá ao parlamento, que decidirá se derruba ou não o veto do Planalto. “O governo não tem tantos poderes no Brasil. A palavra final dessa proposta caberá ao parlamento brasileiro, porque o Congresso poderá derrubar esse veto”, disse.

O presidente citou artigo 85 da Constituição, que determina quais são os crimes de responsabilidade da Presidência da República, ao repetir que seria obrigado a aprovar o aumento da verba para campanhas eleitorais, caso o montante adicional correspondesse à correção inflacionária. “Grande parte da população não entende a questão de veto, do artigo 85 da Constituição. Esse fundão, como extrapolou o valor do ano anterior mais a correção monetária, eu tenho liberdade para vetar, e assim vou proceder”, repetiu.

Ao reafirmar que não sancionará a matéria que foi incluída na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), o presidente eximiu a base aliada da responsabilidade pela aprovação do texto e voltou a responsabilizar o deputado federal Marcelo Ramos (PL-AM), que presidiu a sessão legislativa durante a qual se votou a LDO. O presidente repetiu também que Ramos teria “atropelado votação de destaque” para que o fundão eleitoral, o que não é verdade.

Ramos colocou em pauta o destaque do Novo para votar o fundão separado do restante da LDO, mas o pedido foi rejeitado, inclusive por parlamentares aliados ao governo.

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8 Comentários
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Rodinei Mandelli Sanini
23 de julho de 2021 20:05

Só no Brasil que os ditos “defensores” da democracia são contra a transparência nas eleições. São os mesmos que dizem que existe democracia na Venezuela, ficam contra o povo cubano e defender o governo ditatorial de Cuba.

Juliano Soares
23 de julho de 2021 20:38

O mal venceu, no Brasil sempre é assim.

Novededos Silva
23 de julho de 2021 20:58

Este tipo “movimento” deixa claro que eles NÂO nos representam….. !
Eles se organizam em Mega-Quadrilhas….. defendendo seu proprios interesses……
Impuseram derrota para o Presicente(Instituição)…. com a intenção de obter vantagens…….
O Modelo de “Governabilidade” criada pelos PTerroritas , sulminando no assalto ao Brasil…. ainda é meta destas QUADRILHAS CRIMINOSAS…!!

Tecladista Flc
24 de julho de 2021 01:09

Cara você é uma fraude!!

Vanderlei Ochoa
23 de julho de 2021 21:13

Eleição de 2018 foi fraude…

Tecladista Flc
24 de julho de 2021 01:08

Infelizmente o Presidente convidou um vice Mourão que foi picado pela mosca Lula e esta jogando contra o governo e se aliou aos corruptos- Lamentável, esta envergonhando as Forças Armadas, que já estão perdendo a credibilidade dos brasileiros , pois até agora não se manifestaram contra as atrocidades do STF e de alguns políticos em não cumprir a Constituição.

Maria Aparecida Vieira Souto
24 de julho de 2021 05:19

Que matéria vergonhosa! Que jornalismo medíocre! Se é para emitir juízo de valor, que tenha uma coluna e assine embaixo. Virou “obsessão” política do PR o voto auditável? Deveria ser a “obsessão” de todos aqueles que querem transparência nas eleições. E mais, o suposto recado do Gal. Braga Neto já foi desmentido e o “jornalista” continua dando voz a isto. Isto não é jornalismo plural, isto é jornalismo rasteiro, pois é anônimo, visto que aquele que escreve, não se identifica e na verdade dá a sua opinião e não uma notícia. Lamentável!

Lecino Ferreira Silva
24 de julho de 2021 10:33

Esses bandidos, que lá estão, NÃO FORAM ESCOLHIDOS POR NÓS e sim pelo sistema secreto de contagem de votos.
Só nos resta sairmos ás ruas e pedir uma INTERVENÇÃO MILITAR ÚNICA E IRRESTRITA

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