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Brasil Bolsonaro ainda não definiu substitutos de “diretoria implodida” no Inmetro

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Presidente disse no Guarujá que motivo foi determinação de troca de tacógrafos. (Foto: Reprodução/Facebook)

O presidente Jair Bolsonaro ainda não definiu a nova composição da diretoria do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro). O Congresso em Foco entrou em contato neste domingo (23) com a Secretaria de Produtividade do Ministério da Economia, a qual a autarquia é vinculada, que afirmou que não há previsão de definição dos novos nomes.

O Inmetro tem a função de executar a política nacional de metrologia e qualidade e fiscalizar o cumprimento de normas técnicas.

No sábado (23), Bolsonaro disse para a TV Record em frente a um supermercado no Guarujá (SP), onde passa o feriado do carnaval, que estava insatisfeito com a decisão do Inmetro de mudar tacógrafos, dispositivos instalados em veículos para monitorar o tempo de uso.

“Implodi o Inmetro. Implodi. Mandei todo mundo embora. Por quê? Há poucos meses assinaram portaria para trocar tacógrafos. Em vez de ser o normal que está aí, inventaram um digital. Ele é aferido de dois em dois anos. Passaram para um. Mandei acabar com isso aí”, declarou.

O tacógrafo é um instrumento que indica e registra dados sobre a condução dos veículos, como distância percorrida, velocidade desenvolvida e tempos de parada e direção.

Segundo Bolsonaro, a portaria do Inmetro iria prejudicar taxistas. “Começou no Rio, não sei se veio para São Paulo, trocar os taxímetros. Mas por quê? Quatrocentos cada um. Os tacógrafos, 1.900. Multiplique por milhões de veículos que mexem com tacógrafos. Táxi só no Rio são 40 mil”, disse.

Uma das mudanças a que o presidente se refere é uma portaria de agosto de 2019 que prevê uma nova regra para padronização de sensores de velocidade utilizados em taxímetros.

“Não temos que atrapalhar a vida dos outros. É facilitar a vida de quem produz. Os novos taxímetros, faça diferente. Os novos tacógrafos, tudo bem. Agora, tirar do pessoal, trocar, não. Então, o que eu tenho que fazer? Implodir.”

Por isso, afirmou, decidiu “cortar a cabeça de todo mundo”. De acordo com Bolsonaro, foram demitidos a “presidente e uma meia dúzia da diretoria”.

“Não estou acusando ninguém de fazer nada errado. Mas ficamos com… Foram demitidos mais pelo excesso de zelo. Aí complicou para eu engolir essa iniciativa deles”, declarou.

Na última segunda-feira (17), o “Diário Oficial da União” já havia publicado a exoneração da presidente do Inmetro, Angela Flores Furtado, substituída pelo coronel do Exército Marcos Heleno Guerson de Oliveira Júnior.

 

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