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Brasil Bolsonaro anunciou que manterá ministro de Temer na Controladoria-Geral da União

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Ministro ficará em isolamento e manterá as atividades de forma remota. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) anunciou nesta terça-feira (20) que Wagner Rosário será o ministro da CGU (Controladoria-Geral da União) no seu governo. Bolsonaro confirmou o nome por meio de sua conta no Twitter logo após desembarcar em Brasília.

Rosário é o atual ministro da Transparência e CGU. Até o momento, ele é o primeiro ministro do governo de Michel Temer que permanecerá na gestão de Bolsonaro.

Perfil

Wagner Rosário, que é natural de Juiz de Fora (MG), é auditor federal de Finanças e Controle desde 2009. Ele também já trabalhou como oficial do Exército. O ministro tem graduação em Ciências Militares pela Academia das Agulhas Negras e mestrado em Combate à Corrupção e Estado de Direito pela Universidade de Salamanca, na Espanha.

Rosário escreveu trabalhos acadêmicos como a tese “O papel do controle interno na luta contra a corrupção, com ênfase na investigação conjunta desenvolvida no Brasil e na Espanha”. O trabalho foi publicado em 2016.

Conforme o site da CGU, Rosário foi o primeiro servidor de carreira a assumir o cargo de secretário-executivo e de ministro da pasta. Durante o governo Temer, ele atuou como ministro-substituto entre junho de 2017 e junho de 2018, quando foi efetivado na função pelo atual presidente da República.

Petrobras

O presidente eleito Jair Bolsonaro afirmou na segunda-feira (19) que “parte” da Petrobras pode ser privatizada. Bolsonaro deu a declaração ao ser questionado sobre o assunto durante uma entrevista no Rio de Janeiro.

“Nós estamos conversando sobre isso aí. Eu não sou uma pessoa inflexível. Mas nós temos que, com muita responsabilidade, levar avante um plano como esse aí. Eu vi lá atrás com muito bons olhos a questão da Embraer. Nós podemos conversar, tá certo? Mas entendo como um empresa estratégica que pode ser privatizada em parte”, afirmou. Ainda na campanha eleitoral, Bolsonaro disse que privatizará a Petrobras “se não tiver solução”. “Acaba com esse monopólio estatal e ponto final”, declarou ele na ocasião.

Durante a entrevista de segunda-feira, Bolsonaro também comentou a indicação de Roberto Castello Branco para a presidência da Petrobras. Segundo o presidente eleito, Castello Branco foi indicado pelo futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, que tem “carta branca” para definir a equipe econômica.

“[Castello Branco] é uma indicação do Paulo Guedes. Eu estou dando carta branca a ele. Tudo que é envolvido com economia é ele que está escalando o time. Eu só, obviamente, e ele sabe disso, estou cobrando produtividade. Enxugar a máquina e buscar, realmente, fazê-la funcionar para o bem-estar da nossa população”, declarou Bolsonaro.

Na semana passada, o presidente eleito já havia dito que Paulo Guedes foi quem indicou o nome de Joaquim Levy para a presidência do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

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