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Política Bolsonaro cancela reunião com presidente de Portugal após saber de encontro dele com Lula

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Foi a primeira vez que Bolsonaro falou com o ucraniano desde o início da guerra, em 24 de fevereiro. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O presidente Jair Bolsonaro cancelou reunião marcada para esta segunda-feira (4) com o presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa. Segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo, Bolsonaro determinou o cancelamento do encontro após saber que Rebelo de Sousa vai se reunir um dia antes com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), arquirrival do presidente nas eleições deste ano.

A informação foi revelada pela coluna Lauro Jardim, do jornal O Globo. De acordo com a assessoria de Lula, o encontro com o líder de Portugal está mantido e acontecerá em São Paulo.

O “timing” do cancelamento, de última hora, é inusual do mundo da diplomacia. Filiado ao Partido Social-Democrata, o presidente português desembarcou no Brasil na noite desta sexta-feira (1º) e gostaria de estreitar relações com o País. Bolsonaro não visitou a nação europeia desde que assumiu o poder.

O presidente da Câmara de Comércio Brasil-Portugal, Nuno Rebelo de Sousa, filho de Marcelo, foi procurado para comentar possíveis impactos no comércio e na diplomacia após o cancelamento determinado por Bolsonaro, mas não quis comentar.

Bibliotecas

O presidente Jair Bolsonaro afirmou em sua última live (transmissão ao vivo) que os clubes de tiro vão virar “bibliotecas” caso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seja eleito em 2022.

No momento, Bolsonaro comemorava o aumento de 70%, segundo ele, do número de lojas de armas desde que ele assumiu o governo. Ao falar sobre Lula, o presidente chamou o petista de “nove dedos”.

“Não se esqueçam que o outro cara, o de nove dedos, falou que vai acabar com a questão do armamento no Brasil, tá? Vai recolher as armas, clube de tiro vai virar… vai virar biblioteca. Como se ele fosse algum exemplo para isso”, afirmou.

Capitão do Exército, Bolsonaro é a favor da liberação das armas e faz campanha para que civis tenham acesso maior os instrumentos.

Por sua vez, Lula é contra a flexibilização. Enquanto presidente, em 2004, ele assinou o Estatuto do Desarmamento, que estabeleceu regras mais rígidas para o porte e teve como objetivo reduzir a circulação de armas no Brasil.

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