Quarta-feira, 15 de Julho de 2020

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Brasil A carteira de motorista valerá por 10 anos e aceitará até 40 pontos

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Uma medida provisória vai aumentar de cinco para dez anos o tempo de validade da CNH no Brasil. (Foto: Divulgação)

O presidente Jair Bolsonaro disse que, em breve, vai encaminhar ao Congresso Nacional uma MP (medida provisória) para aumentar o tempo de validade da CNH (carteira nacional de habilitação) de cinco anos para dez anos. Em entrevista ao Programa Silvio Santos, do SBT, na noite de domingo (05), ele também defendeu o aumento no limite tolerado de pontos na carteira de motorista e a retirada de radares das rodovias federais.

“Vinte pontos se perde com muita facilidade. [O motorista] é emboscado em todo lugar”, disse. Ele declarou que o limite de pontos na CNH subirá para 40. “Você não tem mais prazer em dirigir, a qualquer lugar que você vá está cheio de radar. O radar extrapolou a ideia de proteger a vida, é caça-níquel para aumentar a arrecadação. É dinheiro que tira do povo”, argumentou o presidente.

De acordo com Bolsonaro, ao assumir o governo havia cerca de 8 mil pedidos para instalação de novos radares, que foram engavetados. Segundo ele, os radares instalados nas rodovias federais também serão removidos, conforme os contratos com as empresas forem expirando.

Previdência

Bolsonaro também voltou a defender a reforma da Previdência como forma de regularizar a situação financeira dos governos, que gastam mais com aposentadorias do que recebem de contribuições, e retomar investimentos em obras públicas. “A Previdência não é só para o governo federal, a maioria dos Estados está em situação crítica, a maior parte dos municípios está na mesma situação”, ressaltou.

O projeto foi encaminhado ao Congresso Nacional em fevereiro pelo Executivo e, para o presidente, a maioria dos parlamentares está convencida da necessidade de aprovar a reforma, “apesar dos desgastes políticos”. “Essa reforma é para ajudar os pobres. Nós queremos garantir a aposentadoria para as futuras gerações”, disse.

Na entrevista, Bolsonaro não chegou a abordar detalhes técnicos da reforma previdenciária ou pontos considerados polêmicos, como a aposentadoria rural e o BPC (Benefício de Prestação Continuada).

Comunicação

Em meio à perda de apoio junto à população de baixa renda, Bolsonaro deflagrou uma ofensiva de comunicação para se reaproximar do eleitorado e explicar a necessidade de aprovação da reforma da Previdência.

A estratégia coincide com a mudança na Secom (Secretaria de Comunicação Social) da Presidência, há mais de 20 dias sob o comando do empresário do setor de mídia Fábio Wajngarten. Nos últimos dias, Bolsonaro deu entrevistas a programas de TV populares e a um canal no YouTube.

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