Quinta-feira, 13 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 7 de fevereiro de 2020
O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o governo vai encaminhar a reforma administrativa para a Câmara na próxima semana. Ele reafirmou a importância de ajustar regras dos salários do funcionalismo, dizendo que parte da categoria virou “parasita”, e exige aumentos automáticos mesmo quando “vê que o hospedeiro está morrendo”.
Segundo fontes ouvidas pela reportagem do site UOL, o presidente Jair Bolsonaro pode ir pessoalmente ao Congresso entregar a proposta. A reforma, que deve mexer substancialmente com o serviço público no País, é apontada pelo Executivo e o Legislativo como uma das prioridades da agenda econômica deste ano.
Nesta sexta-feira (7), o governo faz duas reuniões para os ajustes finais no texto. O primeiro encontro deve ser comandado pelo próprio presidente Jair Bolsonaro no Palácio do Planalto. Ele deve tomar conhecimento dos detalhes do texto.
“Vamos apresentar para ele [Bolsonaro] no detalhe, dissecar a proposta para que o presidente tenha confiança de enviar as sugestões de mudança que ele quer”, disse uma fonte que acompanha os trabalhos.
Guedes está no Rio de Janeiro, mas o núcleo duro dos ministros deve comparecer: Jorge Oliveira (Secretaria-Geral), responsável por avaliar a constitucionalidade da proposta; Luiz Eduardo Ramos, responsável pela articulação política; e Onyx Lorenzoni, que comanda a Casa Civil, apesar de esvaziado e desgastado no cargo.
Em outra frente na Esplanada, técnicos do Ministério da Economia devem fazer uma revisão final da proposta.
Entrega pessoalmente
Questionado pelo UOL sobre o andamento dos trabalhos, o secretário de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, Paulo Uebel, que comanda a elaboração da proposta, disse apenas que a reforma deve ser mesmo apresentada oficialmente na semana que vem.
A ideia é que o presidente formalize a entrega ao Congresso pessoalmente, em mais um gesto de aceno ao Legislativo e para marcar a relevância da pauta. Mas, assessores disseram que a visita ainda não está definida.
Durante esta semana, Bolsonaro convidou os presidentes da Câmara, Senado e Supremo Tribunal Federal (STF) para um almoço no Palácio da Alvorada justamente para discutir a agenda de projetos para 2020. Ontem, o presidente teve uma reunião — que não constava na agenda oficial — com Guedes e, em uma das diversas transmissões ao vivo que fez durante o dia, afirmou que o governo estava na “iminência” de mandar a proposta.
Além da reforma administrativa, o governo trabalha para alterar os tributos brasileiros. Neste caso, no entanto, o caminho é um pouco mais longo, já que há no Congresso textos com ideias de reformas tributárias, e alterar impostos é considerado algo mais sensível pelos parlamentares.
Os comentários estão desativados.