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Brasil Bolsonaro disse que a “questão ideológica é tão ou mais grave que a corrupção no Brasil” e é um mal a ser combatido

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(Foto: Reprodução)

O candidato à Presidência da República pelo PSL, Jair Bolsonaro, afirmou nesta terça-feira (02), no Twitter, que a “questão ideológica é tão ou mais grave que a corrupção no Brasil” e é um mal a ser combatido.

Bolsonaro tem usado a rede social para falar com eleitores, já que ainda se recupera do atentado sofrido durante um ato de campanha em Juiz de Fora (MG), no início de setembro. O candidato levou uma facada no abdômen e passou mais de 20 dias internado.

Desde sábado (29), ele está em casa, no Rio de Janeiro, depois de receber alta hospitalar. “A questão ideológica é tão ou mais grave que a corrupção no Brasil. São dois males a ser combatido”, escreveu o candidato nesta terça.

Bolsonaro voltou a defender o fim das indicações políticas. “O desaparelhamento do Estado e o fim das indicações políticas é o remédio que temos para salvar o Brasil”, disse. Na segunda-feira (01), ele afirmou que obras continuarão paradas em todo País “se ministérios e cargos continuarem sendo distribuídos a partidos políticos”.

“Milhares de obras estão paradas em todo País atualmente. Assim permanecerão se ministérios e cargos continuarem sendo distribuídos a partidos políticos em troca de apoio ao invés de ocupados por critérios técnicos. Essa é a raiz do problema e nós temos a liberdade necessária para mudar!”, publicou Bolsonaro.

Eleição

Bolsonaro afirmou no domingo (30) que não tem “nada para fazer” em caso de derrota nas urnas. Ele foi questionado um dia após a declaração feita à repórter Graziela Azevedo, da TV Globo, de que “não dá pra gente aceitar passivamente na fraude, na possível fraude a eleição do outro lado”.

“Sei que não tenho nada para fazer [em caso de derrota]. O que quis dizer é que não iria, por exemplo, ligar para o Fernando Haddad depois e cumprimentá-lo por uma vitória”, afirmou, elegendo o candidato petista como seu principal adversário nas eleições. “Se tiver segundo turno, vai ser o Haddad que vamos enfrentar”, disse o militar.

Evangélicos

Sob intenso ataque de adversários, o candidato do PSL à Presidência nas eleições 2018 encontrou um porto seguro no apoio do segmento evangélico. Líderes de igrejas neopentecostais já indicam apoio ao capitão da reserva em eventual segundo turno entre ele e Haddad, cenário mais provável conforme as pesquisas de intenção de voto.

O bispo Edir Macedo, da Iurd (Igreja Universal do Reino de Deus), declarou no sábado seu voto em Bolsonaro. O PRB, partido ligado à Universal, já manifestou internamente predileção pelo candidato do PSL no segundo turno, embora tenha se coligado ao tucano Geraldo Alckmin no primeiro turno.

Bolsonaro também saiu na frente para receber a adesão de outros partidos que concentram parlamentares evangélicos, como o DEM e o PSC. O candidato do PSL lidera em todas as vertentes evangélicas, segundo as pesquisas.

tags: Brasil

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