Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 13 de novembro de 2018
O presidente eleito Jair Bolsonaro afirmou que o próximo ministro das Relações Exteriores deve ser do quadro do Itamaraty e que a escolha pode ocorrer até esta quarta-feira (14).
“Pode acontecer até amanhã (quarta-feira, 14). Está madura essa questão. Queremos alguém do quadro do Itamaraty”, disse Bolsonaro, ao chegar ao TST (Tribunal Superior do Trabalho). Questionado se indicaria uma mulher ou um homem, ironizou: “Tanto faz, pode ser gay também”.
A declaração de Bolsonaro está relacionada diretamente com outra fala dele, publicada semana passada em sua conta oficial no Twitter. Na última quarta-feira (7), o presidente eleito utilizou a rede social para afirmar que está preocupado com “a missão de fazer o Brasil crescer, combater o crime organizado e a corrupção, dentre outras urgências” e não com a cor, o sexo ou a sexualidade de quem faz parte da equipe .
Em coletiva de imprensa concedida no dia anterior à publicação, Bolsonaro garantiu à imprensa que nomearia uma mulher para um ministério. Até aquele momento, ele havia indicado apenas cinco homens para cargos no governo. Depois, nomeou a deputada Tereza Cristina (DEM-MS) para o Ministério da Agricultura.
Meio Ambiente e Saúde
Bolsonaro disse que também está próximo de anunciar o ministro do Meio Ambiente. O presidente eleito disse buscar um perfil “técnico” para destravar a questão ambiental. Uma das preocupações do presidente trata das licencias ambientais.
“A questão de licenças ambientais tem atrapalhado muito o desenvolvimento do Brasil”, disse Bolsonaro.
O presidente eleito ainda citou a possibilidade de indicar o deputado federal Luiz Mandetta (DEM-MS) para o Ministério da Saúde, porém não confirmou a escolha.
“Ele é muito bem quisto por grande parte dos médicos do Brasil, a própria frente parlamentar da saúde também é simpática ao nome dele. É um nome que está sendo cogitado”, declarou.
Impulsionamento
Na passagem pelo TST, Bolsonaro comentou o fato de Twitter, Facebook, Instagram e WhatsApp terem informado ao TSE que a campanha dele não pagou pela disseminação de conteúdo na internet.
As manifestações foram enviadas pelas empresas depois que o ministro Luís Roberto Barroso, relator da prestação de contas de Bolsonaro, determinou que as empresas informassem se a campanha pagou pelo impulsionamento de conteúdo.
“Eu nunca impulsionei nada, é uma mentira plantada anteriormente visando me prejudicar”, declarou o presidente eleito.
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