Quarta-feira, 19 de Fevereiro de 2020

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Brasil Bolsonaro diz que o PT quebrou o Brasil de tanto roubar

"Parece que o Jair quer debater comigo pelas redes sociais. Já é um bom começo. Hora dessas ele toma coragem!", ironizou o Fernando Haddad. (Foto: Cláudio Kbene/Fotos Públicas)

Ainda em clima de campanha eleitoral, o presidente Jair Bolsonaro publicou em seu Twitter textos atacando Fernando Haddad, adversário derrotado por ele no segundo turno, e o PT. Bolsonaro chamou Haddad de “fantoche do presidiário corrupto”, em referência ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e disse que o PT quebrou o Brasil.

As postagens foram feitas para rebater um texto que Haddad publicou em suas redes sociais de um jornalista alemão afirmando que “está na moda um anti-intelectualismo no Brasil”. Indagado sobre os ataques, o petista disse que não segue Bolsonaro na rede social e que o presidente o confundiu com o jornalista.

“Haddad, o fantoche do presidiário corrupto, escreve que está na moda um anti-intelectualismo no Brasil. A verdade é que o marmita, como todo petista, fica inventando motivos para a derrota vergonhosa que sofreram nas eleições, mesmo com campanha mais de 30 milhões mais cara”, publicou Bolsonaro.

“Eles procuram e criam todos os motivos possíveis para estarem sendo rejeitados pela maioria da população, só não citam o verdadeiro: o PT quebrou o Brasil de tanto roubar, deixou a violência tomar proporções de guerra, é uma verdadeira quadrilha e ninguém aguenta mais isso!”, complementou o presidente.

O texto que gerou a reação foi publicado na versão em português do site da agência alemã Deutsche Welle . O jornalista alemão Philipp Lichterbeck, que mora no Brasil desde 2012, diz que está na moda um anti-intelectualismo que lembra a Inquisição.

De Philipp Lichterbeck da Deutsche Welle: “No Brasil, está na moda um anti-intelectualismo que lembra a Inquisição. Seus representantes preferem Silas Malafaia a Immanuel Kant. Os ataques miram o próprio esclarecimento”.

“Os inquisidores não querem mais Immanuel Kant, querem Silas Malafaia. Não querem mais Paulo Freire, querem Alexandre Frota. Não querem mais Jean-Jacques Rousseau, querem Olavo de Carvalho. Não querem Chico Mendes, querem a “musa do veneno” (imagino que seja para ingerir ainda mais agrotóxicos)”, diz o texto de Lichterbeck.

Resposta

Embora tenha dito que não seguia o presidente na rede social, informado do teor do comentário de Bolsonaro, Haddad publicou um texto em resposta a Bolsonaro. “Na verdade, quem disse isso foi um jornalista da Deutsche Welle, mas se você já se sentir seguro para um debate frente a frente, estou disponível. Forte abraço”, escreveu o petista.

Em outra rede social, minutos depois, Haddad fez uma nova postagem respondendo a uma das publicações de Bolsonaro.

“Parece que o Jair quer debater comigo pelas redes sociais. Já é um bom começo. Hora dessas ele toma coragem! Reparem a educação do moço: coisa de estadista!”

 

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