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Política Bolsonaro diz sofrer absurdas acusações de quem não aceita perder no voto

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A Secom fez uma série de publicações em seu perfil oficial na rede social, reafirmando a luta contra a doença. (Foto: Isac Nóbrega/PR)

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira (8) que seu governo é alvo de acusações que buscam deslegitimá-lo por parte de opositores que não aceitam a derrota na eleição presidencial de 2018, mas que tem se mantido firme apesar dos ataques.

“Mais que um momento, é uma constância os problemas que o governo enfrenta com aqueles que não aceitaram perder no voto as eleições em 2018. A todo tempo nos fustigam com as mais absurdas acusações, buscando uma maneira de nos deslegitimar, nos agredir, de nos desacreditar perante a opinião pública”, disse Bolsonaro em breve discurso na cerimônia de posse do secretário nacional de Justiça do Ministério da Justiça e Segurança Pública, Claudio de Castro Panoeiro.

“O governo tem se mantido firme pela postura, o caráter e a capacidade de cada um dos seus integrantes”, acrescentou.

No domingo (7), manifestantes contrários e a favor do presidente protestaram nas maiores cidades do País, em atos sem registro de confrontos na maior parte do tempo, embora em São Paulo um grupo, classificado pela Polícia Militar paulista como “vândalos”, tenha entrado em confronto com a tropa de choque da PM.

“Grande problema”

O presidente Jair Bolsonaro disse a apoiadores, na manhã desta segunda, que o “grande problema no momento” são os manifestantes contrários ao seu governo, que realizaram protestos no domingo em diversas capitais, como São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Goiânia, Belém e Porto Alegre. Em algumas delas também houve ato a favor do presidente.

“O grande problema no momento é esse que vocês viram um pouco na rua ontem. Estão começando a colocar as mangas de fora. É muito interesse que tem no Brasil, de dentro e de fora. Pode ter certeza, eu não vou desistir”, afirmou.

O presidente também voltou a culpar os governadores pelo desemprego e mortes por Covid-19. “Essa questão de emprego e morte: governadores. O Supremo (Tribunal Federal) deu todo o poder para eles gerir esse problema. Eu apenas injeto bilhões nas mãos deles e alguns ainda desviam”, afirmou.

Na verdade, uma decisão do STF apenas deu autonomia para que Estados e municípios tomem decisões no âmbitos das medidas de isolamento social. Isso não significa que a responsabilidade pelas mortes e o desemprego é deles. O sistema de saúde brasileiro é tripartite — ou seja, tem a participação dos três entes: União, Estados e municípios, sendo que o governo federal, por exemplo, é quem detém a maior parte dos recursos repassados aos outros dois.

“Pessoal, vocês estão entendendo como é que eu peguei esse País. Vocês têm razão no que pleiteiam. Agora, eu peguei um corpo com câncer em tudo quanto é lugar. E um médico não pode, de uma hora para outra, resolver os problemas todos”, afirmou. Bolsonaro citou que em novembro deste ano poderá indicar pela primeira vez um ministro para o STF. “A gente vai arrumando as coisas devagar”, afirmou.

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