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Brasil Bolsonaro negou uma possível aliança com o chamado “Centrão”, caso seja eleito

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O presidenciável do PSL se definiu como um "remédio" para o País. (Foto: Reprodução)

Em entrevista concedida a uma rádio nessa segunda-feira, direto de seu leito no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) refutou a possibilidade, caso seja eleito, de se aliar ao chamado “Centrão” – bloco partidário formado por DEM, PP, PR, PRB e Solidariedade e que hoje apoia Geraldo Alckmin (PSDB).

“Não, não vai existir isso aí”, disse. “Não será esse o critério, será a competência.” Para ele, ser contra as indicações políticas representa uma maneira “de buscar o resgate da credibilidade”, o que não significa que não vai dialogar com o Congresso Nacional: “Não é que eu vou dar as costas para o Parlamento”.

O deputado e ex-militar está internado desde que sofreu um atentado a faca em Juiz de Fora (MG) durante ato de campanha. Questionado sobre qual seria o critério para definir sua base aliada, o presidenciável negou que aceitará indicações políticas.

Bolsonaro citou, ainda, o deputado federal Onyx Lorenzoni (DEM-RS), um de seus aliados nesta campanha, como possível nome para a Casa Civil. “O Onyx Lorenzoni, por exemplo, no meu entender, seria um excelente chefe da Casa Civil. Mas não é indicação partidária, é mérito dele.”

Em relações às projeções para as eleições do próximo dia 7 de outubro, o candidato do PSL disse que a expectativa de seu partido é eleger cerca de 30 candidatos. “Vou pedir para não votar no 17, mas para votar no candidato do partido, porque tem uma cláusula de barreira”, defendeu. “Se não atingir a cláusula, não toma posse”, completou.

Sobre a corrida ao Palácio do Planalto, o capitão reformado do Exército disse se considerar o “remédio” para o cenário atual do País. “Posso não ser o ideal, mas acho que o remédio para o momento, tendo em vista os demais candidatos que estão aí, sou eu. Não teria outro remédio neste momento”, disse.

Ataque

Bolsonaro não acredita que Adélio Bispo de Oliveira, autor do ataque contra ele, tenha agido sozinho em Juiz de Fora (MG). “Ele não é tão inteligente assim, não. Em um ato como aquele, a tendência é que ele fosse linchado. Ele foi para cumprir a missão”, disse o político hospitalizado.

O presidenciável negou que tenha visto o rosto de Adélio e reafirmou que, em um primeiro momento, imaginou que tivesse tomado um soco ou uma pedrada na região do abdômen. Ele aproveitou a oportunidade para criticar as investigações do caso. “Pelo que ouvi dizer, não tenho certeza ainda, é que a Polícia Civil de Juiz de Fora está bem mais avançada que a Polícia Federal”, declarou.

“O depoimento que vi do delegado da PF que está conduzindo o caso realmente é um depoimento para abafar o caso. Lamento o que ouvi ele falando, dá a entender até que age, em parte, como uma defesa do criminoso [Adélio Bispo]. Isso não pode acontecer. Não quero que inventem um responsável, longe disso”, lamentou.

Questionado sobre que tipo de punição deveria ser aplicada ao agressor, Bolsonaro foi taxativo. “É uma tentativa de homicídio, não é? Tem que ser o que está na lei. No Brasil, não existe pena acima de 30 anos [de prisão]. Tentativa de homicídio, ou seja, eu estou vivo por um milagre. Por que a pena dele tem que ser abaixo da de um homicídio em si?”, questionou.

Bolsonaro negou que tenha sido vítima de um discurso de ódio que ele supostamente ajudaria a disseminar. “É exatamente o contrário, eu sou vítima daquilo que combato. Costumo dizer em minhas máximas, eu prefiro a cadeia cheia de vagabundos do que o cemitério cheio de inocentes”, rebateu.

Ibope

O Ibope divulgou nessa segunda-feira uma nova pesquisa eleitoral para a disputa pela Presidência da República. Bolsonaro manteve-se na liderança, com 28% das intenções de voto, seguido por Fernando Haddad (PT), que conta com 22% da preferência.

Na terceira colocação, aparece Ciro Gomes (PDT), com 11% dos votos. Geraldo Alckmin (PSDB) oscilou de 7% para 8%, enquanto Marina Silva (Rede) oscilou de 6% para 5%. A candidata da Rede empata tecnicamente com João Amoêdo (Novo), que tem 3%; com Henrique Meirelles (MDB) e Alvaro Dias (Podemos), ambos com 2%; e, no limite da margem de erro, com Guilherme Boulos (PSOL), com 1%.

Cabo Daciolo (Patriota), Vera Lúcia (PSTU), João Goulart Filho (PPL) e José Maria Eymael (DC) não pontuaram. Brancos e nulos são 12% e eleitores que não sabem ou não responderam, 6%. O Ibope ouviu 2.506 eleitores entre os dias 22 e 23 de setembro. O levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-06630/2018.

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