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Colunistas Bolsonaro no STF

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Ex-presidente já foi classificado como indigno para a vida militar. (Foto: Fellipe Sampaio/STF)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

O noticiário no Brasil está tomado pelo interrogatório no STF dos mais graduados réus da tentativa de golpe de 8 de Janeiro. Não houve nada de grande novidade, nenhuma revelação surpreendente – uma espécie de compilação do que o distinto público já estava informado.

Mas na palavra e na atitude dos depoentes dá para tirar algumas conclusões, a respeito dos atores em ação. Vejam o ex-presidente Jair Bolsonaro. Ao final do seu depoimento fez um patético pedido de desculpas ao seu (até então) algoz ministro Alexandre de Moraes.

É que quando era presidente, e usava o figurino de valente e durão, imbrochável e imorrível, Bolsonaro desferiu contras Moraes ofensas gravíssimas, pesadas e vulgares, entre elas a de que o ministro do STF teria embolsado a quantia de R$ 25 milhões de reais, dando a entender que ele tinha vendido um despacho, uma sentença, uma decisão.

Qual especificamente? Dizia respeito a que o suborno? A quem beneficiou? Bem, isso o ex-presidente não teve a bondade de esclarecer. Outros dois ministros do STF foram agraciados com a mesma acusação e com a mesma escassez de informações complementares.

Seriam denúncias capazes de abalar a República, não fossem mais um desvario do seu autor, do tempo em que ele era o valentão do saloon. De lá até a esta parte, a bravata deu lugar a uma prudente mudança de tonalidade – prudente, porque agora ele é réu. Se a situação já era difícil antes, se Papuda já está à vista com um julgador isento, imagine com um juiz cuspindo fogo.

A justificativa de Bolsonaro sobre as ofensas a Moraes foi patética: xingou porque estava nervoso, foi um momento de descontrole(!!!)

Ao menos para mim, o recuo humilhante não chega a ser uma surpresa. Bolsonaro é de um tipo de gente que é subserviente para cima e autoritário para baixo. Para o lado ele simplesmente ignora, como ainda abordarei neste texto.

Outra infâmia de Bolsonaro no interrogatório foi chamar a turba de 8 de janeiro de “malucos”. Isto é, leais bolsonaristas , aos milhares, na costumeira ignorância, saem por aí a invadir, vandalizar e quebrar, prédios públicos, violar as leis e as disposições do senso comum, acreditando que estavam servindo a pátria, correndo todos os riscos em nome do “ideais’ do chefe, fazendo parte de forma consciente ou não de uma tentativa de impedir a posse de Lula, e instalar uma ditadura (para a democracia é que não era) e o velhaco, da forma mais vil, – para tirar o corpo fora – entrega de bandeja: eram malucos.

Esses dois momentos reveladores , de causar rubor e vergonha a qualquer homem decente, passam ao largo de milhões de seguidores do capitão: não aconteceram ou são criações fantasiosas de Alexandre de Moraes, da imprensa. Mas eles sozinhos escancaram a essência desse homem, o seu caráter pusilânime, a sua covardia, a facilidade com que ele se entrega à deslealdade e à mentira para tirar o dele da reta.

E não ficam submersos apenas aos olhos da legião dos “patriotas”, como de notórios e experimentados jornalistas da extrema-direita , a exemplo de J.R.Guzzo e Augusto Nunes, que nunca enxergam os tropeços e os defeitos do chefe.

titoguarniere@terra.com.br

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

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