Domingo, 14 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 21 de junho de 2020
O presidente Jair Bolsonaro chegou ao Rio, na manhã deste domingo (21), para participar do velório do soldado do Exército Pedro Lucas Ferreira Chaves. O militar morreu após um salto de treinamento da Brigada de Infantaria Paraquedista, no Campo dos Afonsos, Zona Oeste, na manhã deste sábado (20).
A cerimônia aconteceu no 26º batalhão de infantaria paraquedista, Avenida General Benedito da Silveira, na Vila Militar, e foi restrita a familiares, amigos e autoridades. Pedro estava a bordo de uma aeronave C-105 Amazonas para um exercício e, segundo o Comando Militar do Leste (CML), ficou preso à aeronave e, após os procedimentos de emergência, “a abertura do paraquedas do militar não ocorreu adequadamente”.
“O soldado Chaves sofreu ferimentos graves por ocasião de sua chegada ao solo, recebendo, de imediato, os primeiros socorros por parte da equipe médica local”, informou o CML.
O militar foi levado para o Hospital Geral do Rio de Janeiro, na Vila Militar, mas não resistiu. O CML afirmou que “está sendo prestado todo o apoio psicológico e religioso à família do militar”.
Homenagem em redes sociais
Em vídeo postado em sua rede social, Bolsonaro aparecendo fazendo um discurso durante o velório de Chaves. “Pior que a dor da derrota, é a dor da vergonha de não ter lutado”, disse.
“Nós, enquanto jovens em especial, buscamos desafios, vencer obstáculos, superar os nossos limites. O jovem Chaves buscava esse objetivo”, disse. “Ele aqui, ao tentar vencer um obstáculo, se preparava, treinava, se empenhava, sofria, mas tinha um objetivo: formar-se e ser um militar da nossa gloriosa brigada de Infantaria Pára-quedista”.
Ele ofereceu condolências aos familiares e amigos do soldado e prestou continência ao final do discurso.
Participação não estava na agenda A ida de Bolsonaro ao enterro não estava na agenda oficial do presidente disponível hoje e não foi divulgada pela assessoria de imprensa da Presidência. Ele voltou para Brasília por volta de 11h45.
Protestos
Protestos contra e a favor do governo levaram hoje centenas de pessoas à Esplanada dos Ministérios, em Brasília, o que exigiu da Polícia Militar do Distrito Federal intervenções antes e durante os atos.
Recentemente, no entanto, o mandatário tem procurado se expor menos. Entre os motivos está o avanço de dois inquéritos do STF (Supremo Tribunal Federal), um que investiga produção e disseminação de fake news e o outro, referente a protestos com pautas antidemocráticas organizados por bolsonaristas. Ambos afetam diretamente a estabilidade do governo.
Na última semana, Bolsonaro ganhou mais uma dor de cabeça com a prisão de Fabrício Queiroz, ex-assessor de seu filho mais velho, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ). O detido foi localizado em um imóvel pertencente a um dos advogados do presidente, Frederick Wassef.
De acordo com o Ministério Público do Rio de Janeiro, que lidera a investigação, Queiroz atuava como laranja de Flávio à época em que ele era deputado estadual (entre 2007 e 2018). Conhecido como “rachadinha”, o esquema funcionava com desvio de parte dos salários de funcionários fantasmas lotados no gabinete, segundo o MP.
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