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Brasil Bolsonaro planeja encontro com líderes republicanos na Flórida

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"Uma viagem de um chefe de Estado não pode ser marcada de uma hora para outra", declarou Bolsonaro. (Foto: Alan Santos/PR)

Depois de receber o prêmio de Pessoa do Ano da Câmara de Comércio Brasil-EUA, em maio em Nova York, o presidente Jair Bolsonaro planeja realizar uma agenda com os principais líderes do Partido Republicano na Flórida.

Bolsonaro recebeu um convite feito pelo prefeito do condado de Miami-Dade, Carlos Giménez, para visitar o estado americano. Republicano, Giménez esteve no Brasil no final de janeiro, quando foi recebido no Itamaraty pelo chanceler Ernesto Araújo.

Segundo assessores próximos a Bolsonaro, o presidente manifestou interesse em aceitar o convite, mas diplomatas ainda estão trabalhando na agenda para que seja possível conciliá-la com a homenagem que o presidente receberá no dia 14 de maio.

A ideia é que a visita de Bolsonaro a Miami ocorra no dia 15, numa escala do seu retorno ao Brasil.

Segundo interlocutores do presidente, ele deve se reunir na Flórida com empresários brasileiros radicados na Flórida, estado que tem uma das maiores comunidades de brasileiros nos EUA.

Mas a agenda, se concretizada, também deve ter um forte componente político. Isso porque vive na Flórida uma influente comunidade cubano-americana de forte viés anticastrista.

Além do prefeito Giménez, ele mesmo um cubano-americano, estão na lista de convidados os dois senadores pelo estado, Marco Rubio e Richard Lynn Scott.

Correligionários do presidente Donald Trump, ambos são fortes críticos dos governos de Cuba e da Venezuela.

Scott, por exemplo, é uma das principais vozes no Congresso dos EUA a favor de uma intervenção militar na Venezuela.

Já Rubio publicou em fevereiro em uma rede social uma foto do ex-ditador da Líbia, Muammar Gaddafi, ensanguentado. A publicação ocorreu no dia seguinte à frustrada tentativa de fazer entrar ajuda humanitária na Venezuela, razão pela qual a mensagem foi entendida como um recado ao ditador venezuelano, Nicolás Maduro.

Rubio também se encontrou, em novembro do ano passado, com o presidente da Comissão de Relações Exteriores, deputado Eduardo Bolsonaro (PSL), filho do presidente.

Em sua segunda viagem aos EUA desde que tomou posse, Bolsonaro receberá o título de Pessoa do Ano, homenagem concedida em Nova York pela Câmara de Comércio Brasil-EUA.

A entrega do prêmio, no entanto, já foi alvo de polêmica. A previsão era que a cerimônia ocorresse no Museu de História Natural, em Nova York, mas a instituição se recusou em sediar a celebração.

Com isso, a homenagem deve ocorrer no hotel New York Marriott Marquis, na Times Square.

O Museu de História Natural havia divulgado nota para dizer que a reserva de seu espaço foi feita antes de ser informado que o presidente brasileiro era um dos homenageados e que o perfil de Bolsonaro não refletia as posições da instituição.

“Estamos profundamente preocupados, e o evento não reflete de nenhuma maneira a posição do museu de que há uma necessidade urgente de conservar a Floresta Amazônica, que tem profundas implicações para a diversidade biológica, comunidades indígenas, mudanças climáticas, e o futuro saudável do nosso planeta”, dizia o texto.

O prefeito de Nova York, o democrata Bill de Blasio, por sua vez, pediu ao museu que não recebesse Bolsonaro e criticou o que considera posições homofóbicas e racistas do brasileiro, além de seu discurso sobre a Amazônia.

A partir de então, o Cipriani Hall, em Wall Street, passou a ser cotado como opção para sediar o evento mas, com a pressão do prefeito e dos ativistas ambientais, também se recusou a receber a festa.

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