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Esporte Bolsonaro quer a volta dos jogos de futebol

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Bolsonaro diz que chance de jogadores morrerem de Covid-19 é infinitamente pequena. (Foto: Marcos Corrêa/PR)

Nesta quinta-feira (30), em entrevista à Rádio Guaíba, Bolsonaro voltou a defender o retorno dos jogos de futebol no Brasil. Explicando o seu posicionamento em relação ao assunto, o presidente disse que acredita que os jogadores profissionais têm menor risco de morrer caso sejam infectados pelo coronavírus, devido à idade e ao preparo físico.

Bolsonaro, no entanto, alertou que sua opinião não está embasada em algum estudo científico ou recomendações médicas. Segundo ele, o Ministério da Saúde e a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) devem emitir um parecer favorável para as atividades serem retomadas sem a presença do público.

Pedido se repete

Não foi a primeira vez que Bolsonaro defendeu a volta do calendário do futebol. Já tinha se posicionado assim em entrevistas recentes, como na última segunda-feira em Brasília. Também não foi a primeira vez que o presidente mencionou uma suposta blindagem que atletas possuem contra a doença. Em pronunciamento em rede nacional no dia 24 de março, afirmou, que, por ter “histórico de atleta”, “nada sentiria” se contraísse o novo coronavírus ou teria no máximo uma “gripezinha ou resfriadinho”.

A opinião de Bolsonaro contrasta com o relato de atletas que revelaram ter sido contaminados pela coronavírus. Recentemente, Leandrinho, ala-armador do Minas e ex-jogador da seleção de basquete, disse que “sentiu que ia morrer”.

Posição semelhante à do ex-jogador Raí, atual diretor executivo do São Paulo, que se posicionou contrário ao retorno do futebol em recente entrevista.

“É bom deixar claro e reforçar que a posição do São Paulo não é voltar rápido. É voltar ao seu tempo, com as orientações, e gradativamente, começando obviamente o treino sem uma data certa de quando o campeonato vai retornar”, disse o dirigente.

Caso libere a volta do futebol, o Brasil se igualaria a países como Belarus, Turcomenistão e Nicarágua, todos com regimes autoritários. Lá, a bola não parou. Situação diferente da França, por exemplo. Nesta quinta, a Liga de Futebol Profissional da França (LFP) formalizou o título do PSG pois o campeonato não será retomado após a paralisação ocorrida em 8 de março. A Argentina havia anunciado o fim da temporada na segunda. Já a Coreia do Sul, após diminuir a curva de contágio, terá o retorno do campeonato nacional em 8 de maio. Itália, Alemanha, Espanha, Inglaterra, Portugal ainda não definiram o que será feito assim como a UEFA no que diz respeito a competições europeias e a Conmebol em relação às sul-americanas.

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