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Brasil “Tá com a sua mãe”, afirmou Bolsonaro quando perguntado sobre Fabrício Queiroz, ex-assessor do filho

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Até então, Bolsonaro conversava amistosamente com cerca de 20 simpatizantes e era saudado por eles. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

Enquanto cumprimentava apoiadores no portão do Palácio da Alvorada na manhã deste sábado (05), o presidente Jair Bolsonaro rebateu com irritação a pergunta de um homem que estava no local sobre Fabrício Queiroz, ex-assessor de seu filho Flávio Bolsonaro. “Tá com a sua mãe”, disse o presidente, que usava um capacete e se preparava para voltar a pilotar uma moto dentro das dependências do palácio.

Até então, Bolsonaro conversava amistosamente com cerca de 20 simpatizantes e era saudado por eles. O comentário do homem, que não foi identificado pela reportagem, ocorreu, portanto, fora do contexto.

Flávio e Queiroz, seu ex-motorista e amigo da família Bolsonaro, Queiroz são alvo de procedimento investigatório do Ministério Público do Rio de Janeiro iniciado a partir de relatórios do hoje extinto Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) – atualmente UIF (Unidade de Inteligência Financeira).

O órgão identificou uma movimentação suspeita de R$ 1,2 milhão na conta de Queiroz e também na conta de Flávio. Em um mês, foram 48 depósitos em dinheiro, no total de R$ 96 mil.

Em fevereiro deste ano, Queiroz depôs por escrito ao MP-RJ e admitiu que ficava com parte dos salários dos funcionários do gabinete de Flávio, mas garantiu que o parlamentar não tinha conhecido das suas ações. O depoimento, no entanto, não sanou todas as dúvidas dos investigadores.

Mesmo após os esclarecimentos, o Ministério Público do Rio entrou com um pedido de quebra de sigilo fiscal e bancário de Flávio, Queiroz e outros envolvidos na investigação. O argumento era de que existem indícios de organização criminosa no gabinete do filho do presidente. A Justiça do Rio autorizou em abril o procedimento requisitado pela investigação, que está suspensa desde julho por decisão do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli.

Apesar de não ser considerado foragido pela Justiça e nem esperado para depor às autoridades, Queiroz desapareceu por meses e aumentou a desconfiança que paira sobre ele diante dos indícios investigados pelo MP-RJ de que administrava uma “rachadinha” no gabinete de Flávio na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio), recolhendo de funcionários parte de seus salários como condição para que fossem contratados. A cronologia do caso Queiroz

Meses depois da última aparição, Queiroz foi localizado pela revista Veja no fim de agosto. A publicação informou que ele passou a morar no Morumbi, bairro nobre da zona sul de São Paulo, e seguia em tratamento contra o câncer num dos hospitais mais caros do Brasil, o Albert Eistein.

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