Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 17 de outubro de 2018
Bolsonaro tem resistido com firmeza às pressões do mundo rural – que até pouco tempo atrás apoiava Alckmin – para indicar o ministro da Agricultura. E também para abortar sua ideia de unir o ministério ao do Meio Ambiente. A informação é de Sonia Racy, do jornal Estado de S. Paulo.
Segundo fonte rural, a CNA e a Frente Parlamentar da Agropecuária lembram ao presidenciável que a bancada rural, que já anunciou seu apoio ao candidato do PSL, é composta de 260 parlamentares.
Candidato sempre acenou com ministério técnico
Esqueceram-se esses grupos de que, nas eleições, o total de integrantes na bancada da Frente, para 2019, foi reduzido para 115.
Vale registrar ainda que, ao longo de toda sua campanha, Bolsonaro acenou sempre com ministério técnico.
Indicações
A FPA (Frente Parlamentar Agropecuária) avalia a possibilidade de sugerir dois ou até três nomes de possíveis ocupantes do Ministério da Agricultura em um eventual governo Jair Bolsonaro (PSL). A afirmação foi feita na terça-feira (16) pela presidente do colegiado, deputada Tereza Cristina (DEM-MS).
Ela negou já haver uma lista com indicações. “Nunca colocamos isso em cima da mesa, a Frente tem condições de sugerir alguns nomes para que ele faça suas escolhas. Se a Frente for fazer isso, será indicando dois ou três nomes. Mas a menor coisa agora é o nome”, ponderou a parlamentar.
Meio Ambiente
Segundo Tereza Cristina, o mais importante agora é avaliar a proposta do presidenciável para a estrutura do Ministério da Agricultura. Bolsonaro tem defendido a fusão com a pasta do Meio Ambiente, como parte de uma reforma administrativa que, segundo ele, reduziria o primeiro escalão para algo em torno de 15 ministérios.
A presidente da FPA disse que, a depender do formato a ser utilizado em um eventual governo, a bancada ruralista apoiaria a união entre as duas pastas. É um modelo, segundo ela, adotado em outros países. No caso brasileiro, no entanto, ainda é preciso entender melhor o conceito estudado pela equipe do candidato do PSL.
“Estamos aqui criando um grupo para estudar alguma coisa e apresentar a ele porque meio ambiente não é só agronegócio. Temos cidades, infraestrutura. Precisamos ver o modelo que ele quer e se é viável”, avaliou Tereza Cristina.
Segundo a deputada, a proposta da bancada ruralista é ajudar o próximo presidente da República a desburocratizar o agronegócio. Ela afirma que o setor quer menos amarras para empreender, sem, contudo, deixar de lado a segurança das leis e da sustentabilidade.
“O mais importante é saber a estrutura”, reafirmou. “Se vai contemplar a agricultura familiar junto, tem que ver o Incra, que precisa ser todo reformulado, a Pesca, que está solta na Casa Civil. Temos muitas coisas para desenhar no modelo novo do Mapa que a gente pensa que vai ser o melhor”, disse.
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